Entrevista feito pelo jurista Albano Pedro na cadeia de alta segurança de Calomboloca onde activista Luaty Beirão cumpre a prisão preventiva confinado numa cela solitária de 2 metros por 1.5, em junho, Beirão e outros 15 jovens foram presos em Luanda, acusados de preparar uma rebelião contra o governo do presidente José Eduardo dos Santos, no poder desde 1979. Eles rejeitam a acusação e se dizem presos políticos.
O líder da Renamo, principal partido de oposição moçambicana, Afonso Dhlakama, entregou hoje armas da sua guarda pessoal e as forças especiais que invadiram a sua residência hoje na Beira começaram a retirar-se do local.
Com o caso a tornar-se rapidamente mais um embaraço internacional para o Governo angolano (o qual tem vindo a multiplicar as iniciativas de repressão política à medida que se aproxima a sucessão de José Eduardo dos Santos e que o preço do petróleo desce, ameaçando um contrato social pelo qual a corrupção em larga escala era tolerada em troco de um certo desenvolvimento no país), António Fortunato, diretor dos serviços prisionais angolanos, disse ao diário “Público” que a família continua a poder visitar Beirão.
O Fórum Consensual de Cabinda(FCC) está optimista quanto à possibilidade de em breve poder ter contactos preliminares com o Governo angolano para negociações sobreo futuro do território, disseram no Angola Fala Só os dois dirigentes máximos da organização.
O Luaty Beirão corre perigo de vida, por se encontrar em greve de fome há 18 dias. É a sua forma de protesto por estar há mais de 100 dias detidos abusivamente, uma medida de coacção implementada pela procuradoria-geral do presidente José Eduardo dos Santos.
O activista angolano Luaty Beirão foi transferido nesta sexta-feira por volta das 14 horas para o hospital-prisão de São Paulo, em Luanda, devido ao seu crítico estado de saúde.
As últimas posições da Renamo devem ser levadas a sério. Mas o povo moçambicano não merece a situação que se adivinha se o líder da Renamo passar das ameaças à prática. Serão certamente mais mortes, feridos e desaparecidos que se somarão às vítimas do conflito do passado.
O Governo angolano submeteu em setembro, à Organização das Nações Unidas (ONU), uma proposta para alargamento da sua plataforma continental além das atuais 200 milhas, anunciou hoje o ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti.
A polícia moçambicana invadiu esta sexta-feira a casa do presidente da Renamo, Afonso Dhlakama, na cidade da Beira, centro de Moçambique e prendeu guardas do partido de oposição.
Nota Prévia. Este humilde texto é uma singela homenagem a esse jovem que, entre a vida e a morte, mostra ao mundo que José Eduardo dos Santos e o seu regime já estão mortos. Só que ainda não sabem. De seu nome Luaty Beirão.