A situação social em Angola poderá estar à beira de uma crise de grandes repercussões políticas se vier a consumar-se um eventual suicídio, ou morte prematura, do ex-Presidente da República, José Eduardo dos Santos que se nega a deslocar-se a Espanha (há cerca de 5 meses), onde se encontra a equipa médica que o vem seguindo, nos últimos tempos. A razão principal, poderá estar ligada com a prisão do filho, Zenú dos Santos.
Por William Tonet
O Presidente angolano João Lourenço foi quem em 2016 enquanto ministro da defesa dirigiu para uma empresa privada um acordo de compra de navios de guerra a uma companhia envolvida num escândalo de corrupção em Moçambique, disse o semanário angolano Expansão.
O analista que na Capital Economics segue a economia de Angola disse à Lusa que o aumento da transparência nas contas da petrolífera nacional, a Sonangol, pode levar à descoberta de novas dívidas, como em Moçambique.
Um cidadão português de 85 anos, residente em Angola há 60 anos, foi encontrado hoje morto em casa, com a polícia angolana a admitir poder tratar-se de um assassinato, disse à agência Lusa um funcionário das empresas da vítima.
Angola já recebeu seis dos 17 navios encomendados em 2016 à empresa Privinvest, a mesma que está indiciada no caso das "dívidas ocultas" em Moçambique, confirmou hoje o ministro da Defesa angolano, citado pelo semanário Expansão.
Um grupo de uma dezena de angolanos pediu hoje em Luanda "um protesto ao Estado português" por parte de Angola por causa dos incidentes entre polícia e moradores do bairro da Jamaica, no Seixal, alegando que "foram vítimas alguns angolanos".
A intensa chuva que caiu na sexta-feira durante cinco horas seguidas na província angolana de Luanda inundou e destruiu parcialmente 711 habitações, deixando ainda dezenas de estradas inundadas, mas sem registo de vítimas, disse hoje a Proteção Civil de Angola.
A comunidade islâmica da província angolana da Lunda Norte informou hoje que a polícia local "invadiu uma mesquita" enquanto decorriam orações, "agrediu féis" e deteve 20 pessoas "sem motivo aparente", mas as autoridades rejeitam as acusações.
O falso crescimento que se viveu no passado é consequência da falsificação de dados na administração do antigo regime.
Por Teresa Silva e Silva
A agenda política para 2019 do partido no poder em Angola prevê a reorganização do MPLA em torno de uma estratégia para as primeiras eleições autárquicas previstas para 2020, que passa pela realização de um congresso extraordinário.