Níveis de corrupção eram insustentáveis, defende Presidente angolano, mas nega perseguição a filhos de Eduardo dos Santos. Sonangol fica na Galp e vem aí uma boa surpresa para Portugal.
Augusto Tomás está detido desde 21 de Setembro e vai responder pelos crimes de peculato, violação das normas de execução do plano e orçamento, abuso de poder, branqueamento de capitais e associação criminosa.
João Lourenço falou esta segunda-feira, pela primeira vez, a um meio de comunicação português e afirmou que os níveis de corrupção no seu país atingiram "níveis insustentáveis" e que por isso é um combate prioritário.
O Ministério dos Negócios Estrangeiros português esclareceu os contornos da posição assumida junto das autoridades angolanas sobre os incidentes no bairro Jamaica sem nunca referir um pedido de desculpas, como foi divulgado pelo governo de Luanda.
Em causa o incidente entre moradores angolanos do Bairro da Jamaica, no Seixal e a polícia, ocorrido em janeiro e que deu origem depois a uma manifestação realizada em Lisboa, em que se registaram incidentes entre manifestantes e polícias.
O ministro das Relações Exteriores de Angola considerou hoje que a dívida do Estado angolano a empresas portuguesas "já não é uma matéria especial", assinalando por outro lado a necessidade de ter em conta a regularização fiscal dessas companhias.
Muitos angolanos consideram que a visita de Estado do Presidente português a Angola vai "galvanizar as relações e fortalecer a cooperação económica", recordando que "Ti Celito" é um "showman" que "quebra formalismos políticos".
Dirigentes da Casa-Ce na Huíla manifestaram hoje, domingo, no Lubango, o seu apoio incondicional ao seu líder, Abel Chivukuvuku, aquém dizem reconhecer capacidade para mudar o país.
Na minha opinião pessoal e vou desenvolver isto noutro texto, não é produtivo para já um carismático como o Abel Chivukuvuku fazer coligações.
Por Fernando Vumby
Quando José Eduardo dos Santos nasceu, Angola sentia os efeitos de uma crise económica que devastava o mundo, por causa da Segunda Guerra Mundial, que se tinha iniciado em 1939. A guerra afecta sobretudo os países europeus, entre eles Portugal que, apesar de não participar militarmente, não escapa aos seus efeitos. Angola ainda era uma colónia portuguesa e curiosamente é durante a guerra que abranda a resistência angolana ao colonialismo. Mas a repressão colonial não diminui. A economia angolana, enquanto colónia, vive sobretudo das grandes fazendas de café e algodão, onde se manifesta mais a exploração aos trabalhadores.
Por João Henrique Hungulo