Pelo menos 103 camiões de combustíveis foram abastecidos das 00h00 às 13h00 desta terça-feira, na base dos Serviços Logísticos Integrados da Sonangol (SONILS), para atenuar a crise do produto que se regista desde sábado, em Luanda.
O Presidente angolano admitiu hoje que "falta de diálogo" entre a petrolífera estatal Sonangol e o Governo "contribuiu negativamente" para o processo de importação de combustíveis e consequente escassez do produto no mercado em todo o país.
A crise da distribuição de derivados de petróleos, associado à exiguidade de dólares, segundo o comunicado da Sonangol, parece claramente dar a ideia de que Angola se encontra sob sanções que inviabilizam a normal circulação da referida moeda no mercado angolano ou, fundamentalmente, nas transacções com o exterior.
O Presidente angolano, João Lourenço, está "agastado" com a crise de combustíveis em Angola, disse hoje fonte oficial à agência Lusa, indicando que o assunto vai ser debatido esta manhã na Presidência da República.
A moeda angolana voltou a atingir mínimos históricos, atingindo uma depreciação de 49,305% desde que as autoridades de Luanda começaram a vender as divisas em leilão aos bancos comerciais.
A falta de combustíveis em Angola, que começaram a rarear na passada sexta-feira, fez disparar os preços do litro de gasolina e gasóleo um pouco por todo o país, atingindo, nalguns casos, quase o quádruplo.
As autoridades angolanas expulsaram, na última semana, 2.247 cidadãos estrangeiros por "decisão judicial e administrativa" e detiveram 2.346 cidadãos por "permanência e auxílio à imigração ilegal", anunciou hoje o Serviço de Migração e Estrangeiros (SME) angolano.
Do recurso apresentado pelos constituintes do Podemos-Ja, por exemplo, em Novembro último, o TC tinha 60 dias para se pronunciar mas está em silêncio.
Angola está a registar escassez de combustíveis, com dificuldades maiores vividas na capital do país, onde filas enormes de viaturas, motorizadas e cidadãos com bidões marcam o cenário nos postos de abastecimento no meio de "várias reclamações".
Por que despir Eduardo para vestir João?
Vale a pena fazer esta pergunta dias antes do Congresso extraordinário do MPLA que terá lugar no dia 15 de junho.