Recentemente, na sua passagem por Cabo Verde, Isabel dos Santos afirmou que nunca trabalhou com o erário público de Angola, seu país de origem. A filha do ex-presidente José Eduardo dos Santos defendia-se, desse modo, das acusações sobre como se tornou na mulher mais rica de África. Ora, acontece que Isabel dos Santos recorreu ao erário público, sim.
Por Rafael Marques de Morais
Há um ano atrás o Presidente João Lourenço gastava cerca de 64 mil euros por hora num super avião de luxo: João Lourenço para a sua viagem à Espanha escolheu um avião que custa cerca de 320 milhões de dólares.
O Fundo Monetário Internacional (FMI) alertou hoje que o custo de servir a dívida pública financiada por bancos comerciais em países como Angola vai "subir significativamente" nos próximos anos, não apresentando números para o país.
O Presidente angolano João Lourenço apresenta na terça-feira, 15, o seu discurso sobre o estado da nação, numa altura em que se intensifica a chamada "guerra de palavras" com a família do antigo Presidente José Eduardo dos Santos.
O Presidente da República de Angola, João Lourenço, aprovou seis contratos para execução de projetos estruturantes no combate à seca no Cunene, sul do país, incluindo duas barragens, no valor de 760 milhões de dólares (689 milhões de euros).
Antiga eurodeputada escreve no Twitter que Isabel dos Santos "endivida-se muito porque, ao liquidar as dívidas, ‘lava’ que se farta".
Sem pedir perdão e nem dar explicações: Apesar do amontoado de ladrões existente no país se aproveitarem do facto de Angola ter sido transformado num paraíso de gatunos e corruptos pelos vistos já perdoados.
“Hoje este clima não é de confiança para os investidores poderem investir e para continuarmos a apostar”, diz Isabel dos Santos. Considera difíceis os processos que envolvem elementos próximos.
Isabel dos Santos queixa-se da dificuldade em investir e trabalhar em Angola e garante que todo o seu investimento é privado, o que, diz, a levou a fazer muitas dívidas.
O índice de abstenção nas eleições de 2020 e 2022 será altíssimo, muitos são os que preferindo optar pela neutralidade não arriscarão eleger alguém para os representar, fruto de uma filosofia errada, imposta pelo actual timoneiro da nação angolana que não se revê na resolução dos problemas que afligem o povo angolano.