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Sexta, 06 Junho 2014 22:15

Criminalidade não se pode combater por decretos ou com solução Paliativa

O presidente José Eduardo dos Santos tem sido surdo e mudo no que toca à resolução dos problemas cadentes que enferma a República de Angola, incluindo o mal da Criminalidade que devasta neste momento a capital Luanda.

Na verdade, antes de mandar homens e mulheres dos Santistas, do SINFO, PIR etc. às ruas, para começarem simplesmente a atirar e a matar, como temos visto ultimamente e particularmente em Luanda, um presidente da república com supostas ideias clara para governar, nem mesmo a sua casa, JES deveria, pensar e tratar de determinar o verdadeiro fulcro desta criminalidade que enluta agora gente da nomenclatura em Angola, onde o Governador de Luanda Sebastião Bento Bento, já viu a sua própria irmã ser baleada pelos meliantes, à queima roupa, tendo perdido a vida 15 dias depois num hospital.

  Na verdade, JES, durante os 35 anos do seu consulado, alguma vez se preocupou em criar fontes de emprego para os Angolanos, particularmente para os Jovens daquela terra?

Ora bem, a grande questão que se coloca hoje em Angola é saber se JES deixará a criatividade do encubado empresário Angolano emergir na nossa terra livremente, sem que as cores partidárias do vermelho, preto, amarelo do MPLA, influencie na concessão de empréstimos ou outros incentivos a pequeno-médias empresas de Angola, porque de facto são elas que movem a economia de qualquer país civilizado, ao mesmo tempo em que naturalmente oferecem oportunidades de empregos aos jovens, com vista a que estes se ocupem com nobreza sobre as suas vidas e, em ultima instância, a vida do seu país.

Contrariamente, se forem só os filhos de JES, ou aqueles que pertencem ao grupo dos maus do MPLA, de quem JES cogita serem os iluminados/eleitos, para sozinhos gerarem "empregos" para os Angolanos, então aí sim eu diria que qualquer dia os delinquentes há mesmo de decretar recolher obrigatório nas ruas de Luanda, e o Mr. dos Santos no final do dia seria empurrado para fora da Cidade Alta, sendo que a fúria faminta dos miúdos em Angola, agora transformada em delinquência, seria razoável para suprimir o neocolonialismo dos Santista.

Mas fazer o quê? 

De todas as formas, seria covardia para um patriota como eu, não deixar aqui o seguinte exemplo:

O presidente Maurício Funes, da Republica de El Salvador, no Centro das Américas, enfrentou há 5 anos um problema de criminalidade juvenil no seu país, de longe muito pior do que está hoje a enfrentar JES.

Na verdade, El Salvador teve dois exércitos de delinquentes muito bem organizados: As chamadas Malas Salvatruchas e o M-18, delinquentes esses que chegaram a criar bolsas mesmo dentro dos EUA, nos estados fronteiriços como Arizona ou Texas, por ex.

Porém, o presidente Funes não teve alternativo senão reunir com os cabecilhas dos delinquentes, tendo lhes dado incentivos educativos, que culminaram com a criação de escolas de formação profissional, e hoje o jovem Salvadorenho pode encontrar emprego, mesmo com a ajuda do próprio governo Funes etc.

 Voltando à vaca fria, no caso de Angola, como JES está a governar despido de ideias claras para o efeito, e como já está acostumado a carregar jacarés etc., então vai daí que o presidente de Angola nomeie mais uns jacarés para irem engolindo os miúdos de Angola, em vez de substituir a torneira para a água não continuar a jorrar.

 Que loucura de governação essa, não é compatriota?

Mas, e agora?

Acha o Sr dos Santos que se esses miúdos não tiverem ocupação que lhes permita prestar um bom serviço ao seu país, que as balas das espingardas por si só aonde resolver mais essa crise que assola Angola, criada por essa gritante delinquência juvenil?

Ilustre dos Santos, no tempo do pula, os Portugueses apesar de terem sido os colonos, Angola pelo menos na década de 70 era um pais pacífico.

Pena que os políticos Tungas nunca foram seres pensantes.

Doutro modo, aqueles que nasceram em Angola jamais seriam obrigados a regressar à Lisboa logo após a Independência, com a sabotagem dos seus negócios à mistura, incentivados pelo MPLA ou pelos Portugueses Rousa Coutinho, Antero Seraiva de Carvalho, entre outros, que entregaram Angola à mercê dos Cubanos da Ilha de Havana.

 Razão pela qual, JES e outros líderes verdadeiramente não criativos e pouco pensantes, agora afundaram Angola nas sombras do desemprego, da corrupção, delinquência, jacarés, cemitérios, prostituição Kangamba dos Santista etc. etc.

Por isso, se de facto Mr. dos Santos desta vez está mesmo interessado em eliminar a delinquência juvenil em Angola, então que o presidente de Angola contrate e escute gente pensante, para que digam a JES que caminhos seguir para sanar esta hecatombe da criminalidade juvenil Angolana.

Por Orlando Fonseca

Analista Político

Cabo Canaveral-Florida

U S A

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