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Quinta, 07 Janeiro 2021 12:38

Invasão ao Congresso dos EUA deixa quatro mortos, diz polícia

Pelo menos quatro pessoas morreram na invasão do Capitólio, em Washington. Há 14 polícias feridos, dois em estado grave.

A polícia da capital dos Estados Unidos usou armas de fogo para proteger congressistas e a agência de notícias Associated Press (AP) já tinha dado conta da morte de uma mulher, alvejada no interior do Capitólio. A mesma força policial adiantou agora que mais três pessoas morreram no hospital.

A polícia também deu conta de que tanto as forças de segurança, como os apoiantes de Trump utilizaram substâncias químicas durante as horas de ocupação do edifício do Capitólio.

As autoridades acrescentaram que pelo menos 14 polícias ficaram feridos, dois deles em estado grave, tendo sido efetuadas mais de meia centena de detenções, sendo que cerca de 30 aconteceram por violação do recolher obrigatório.

A presidente da Câmara de Washington, Muriel Bowser, prolongou o estado de emergência pública na capital por mais 15 dias, até depois da tomada de posse do presidente eleito, Joe Biden, agendada para 20 de janeiro.

As autoridades também encontraram e desativaram duas bombas caseiras nas proximidades da sede dos secretariados nacionais dos partidos Democrata e Republicano. E descobriram ainda uma viatura no terreno do Capitólio, onde se encontrava uma espingarda e até dez bombas incendiárias, informou a cadeia de televisão norte-americana CNN.

Quatro horas após o início dos incidentes, as autoridades declararam que o edifício do Capitólio estava em segurança.
Apoiantes do presidente cessante dos EUA, Donald Trump, entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, na quarta-feira, enquanto os membros do Congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de novembro.

A sessão de ratificação dos votos das eleições presidenciais dos EUA foi interrompida devido aos distúrbios provocados pelos manifestantes pró-Trump no Capitólio, e as autoridades de Washington decretaram o recolher obrigatório entre as 18 horas e as 6 horas locais (entre as 23 horas e as 11 horas em Portugal continental).

O debate no Senado foi retomado pelas 20 horas ( 1 hora desta quinta-feira em Angola).

As reações ao ataque no Capitólio foram quase imediatas. A líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, defendeu que a certificação do Congresso da vitória eleitoral de Joe Biden iria mostrar ao mundo a verdadeira face do país.

O ex-presidente dos Estados Unidos Barack Obama considerou que os episódios de violência eram "uma vergonha", mas não "uma surpresa", dado a atitude de Donald Trump e dos republicanos.

O antigo presidente norte-americano Bill Clinton também denunciou um "ataque sem precedentes" contra as instituições do país "alimentado por mais de quatro anos de política envenenada".

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou que os violentos protestos ocorridos no Capitólio foram "um ataque sem precedentes à democracia" do país e instou Donald Trump a pôr fim à violência.

Pouco depois, Trump pediu aos seus apoiantes e manifestantes que invadiram o Capitólio para irem "para casa pacificamente", mas repetindo a mensagem de que as eleições presidenciais foram fraudulentas.

O governo português condenou os incidentes, à semelhança da Comissão Europeia, do secretário-geral da NATO e dos governos de vários outros países. 

Trump diz que haverá transição ordeira do poder

O Presidente cessante dos EUA, Donald Trump, afirmou hoje que "haverá uma transição ordeira" do poder para o Presidente eleito, Joe Biden, após o Congresso concluir a certificação da vitória dos democratas nas Presidenciais.

Num comunicado publicado na rede social Twitter pelo seu diretor de redes sociais, Dan Scavino, Trump escreveu: "Embora discorde totalmente do resultado da eleição, e os factos me deem razão, ainda assim haverá uma transição ordeira a 20 de janeiro".

"Sempre disse que continuaríamos a nossa luta para garantir que apenas votos legais seriam contados. Embora isto represente o fim do melhor primeiro mandato na história da presidência, é apenas o princípio da nossa luta por Tornar a América Grande outra vez", acrescenta o comunicado.

A reação de Trump foi publicada na conta de Scavino porque a sua conta no Twitter está temporariamente suspensa devido a mensagens em que o Presidente cessante justificou o assalto ao Capitólio por parte de manifestantes seus apoiantes.

Incitados pelo próprio Trump num comício junto à Casa Branca, os seus apoiantes entraram em confronto com as autoridades e invadiram o Capitólio, em Washington, na quarta-feira, enquanto os membros do congresso estavam reunidos para formalizar a vitória do Presidente eleito, Joe Biden, nas eleições de novembro.

Pelo menos quatro pessoas morreram na invasão do Capitólio, anunciou a polícia, que deu conta de que tanto as forças de segurança, como os apoiantes de Trump utilizaram substâncias químicas durante a ocupação do edifício.

Já hoje o Congresso dos Estados Unidos ratificou a vitória de Joe Biden nas eleições presidenciais de novembro, na última etapa antes de ser empossado em 20 de janeiro.

O vice-Presidente republicano, Mike Pence, validou o voto de 306 grandes eleitores a favor do democrata contra 232 para o Presidente cessante, Donald Trump, no final de uma sessão das duas câmaras, marcada pela invasão de apoiantes de Trump.

O Presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, afirmou na quarta-feira que os violentos protestos foram “um ataque sem precedentes à democracia” do país e instou Donald Trump a pôr fim à violência.

Pouco depois, Trump pediu aos seus apoiantes e manifestantes que invadiram o Capitólio para irem “para casa pacificamente”, mas repetindo a mensagem de que as eleições presidenciais foram fraudulentas.

Trump recusa há dois meses conceder a Joe Biden a vitória nas eleições presidenciais de 03 de janeiro e insiste em alegações não comprovadas de fraude, que têm sido rejeitadas por dezenas de tribunais e responsáveis republicanos, incluindo o seu ex-procurador-geral.

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