O ativista angolano Gilson da Silva Moreira "Tanaice Neutro", há 18 dias em liberdade, disse hoje que só vai pedir desculpas públicas ao Presidente angolano, João Lourenço, caso este peça desculpas aos angolanos sobre "incumprimentos das promessas eleitorais".
O ativista Rafael Marques considerou que a situação em Angola "requer muito cuidado" porque a contestação baseia-se na fome dos cidadãos, acusando o Presidente angolano de cuidar apenas dos seus interesses pessoais e do seu círculo mais restrito.
Em apenas dois meses os preços disparam e a culpa é da depreciação do kwanza que já afundou cerca de 38% face ao dólar desde 11 de Maio. Por exemplo, os voos de Luanda para Lisboa passaram de 345.572 Kz em Abril para 908.247 Kz esta semana.
A decisão do Presidente senegalês de não concorrer a um terceiro mandato, como o próprio admitiu inicialmente, tem tido repercussão em determinados círculos em Angola, onde um eventual terceiro mandato do Presidente João Lourenço tem sido aventado, embora ele, em entrevista à Voz da América em Dezembro último, tenha descartado essa possibilidade.
O ativista Rafael Marques entregou hoje na Procuradoria-Geral da Republica de Angola um pedido de anulação da nomeação do juiz conselheiro do Tribunal Supremo, Carlos Cuvuquila, alegando falta de idoneidade cívica e moral.
Angola apresenta um quadro desafiador no que respeita a literacia digital, dizem analistas que referem que embora se tenham registado melhorias, maior expansão e abrangência dos serviços de telecomunicações no país, tais serviços não têm sido acompanhados de suficiente informação para os utentes, a fim de que estes se possam prevenir de crimes informáticos.
A Assembleia Nacional de Angola anunciou hoje que o Ministério do Interior abriu um inquérito para apurar alegadas irregularidades envolvendo pagamentos salariais fantasma a elementos ligados à segurança pessoal e entidades protocolares.
Amnistia Internacional vai lançar uma petição para o "fim ao uso da força excessiva, desproporcionada e letal" pelas forças de segurança angolanas, no exercício da liberdade de expressão e de reunião, disse este domingo fonte da organização não-governamental.
A fábrica da Nocal foi a primeira a suspender a produção, enquanto a Eka do Dondo vai parar as máquinas na última semana de Julho. Tanto numa fábrica como na outra, a decisão foi tomada depois de reuniões com os trabalhadores responsáveis pelo sector de produção.