Sábado, 28 de Fevereiro de 2026
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Sábado, 28 Fevereiro 2026 16:00

Vitória do MPLA nas eleições de 2027 será construída nas comunidades, diz João Lourenço

O Presidente do MPLA, João Lourenço, afirmou este sábado, em Luanda, que a vitória do partido nas próximas eleições gerais será construída, em grande medida, nos bairros, nas comunidades, nos mercados, nas igrejas, nas escolas e no seio das famílias, espaços onde, sublinhou, a mulher exerce uma influência directa e determinante.

O líder do MPLA falava na cerimónia de abertura do oitavo congresso ordinário da Organização da Mulher Angolana (OMA), que decorre de 28 de Fevereiro a 1 de Março, com o objectivo de avaliar os últimos cinco anos de mandato, perspectivar o próximo ciclo e proceder à renovação da liderança.

Na sua intervenção, João Lourenço destacou que a preparação do nono congresso ordinário do partido e das eleições gerais de 2027 exige uma OMA mais mobilizadora, mais coesa e cada vez mais inserida na sociedade. Para o estadista, a participação política da mulher é “uma exigência de justiça histórica, uma condição de legitimidade democrática e uma necessidade estratégica” para a qualidade da governação e para a unidade nacional.

“Não há desenvolvimento sustentável sem igualdade de género. Não há democracia sólida sem mulheres nos espaços de decisão. Não há transformação social profunda sem o protagonismo e liderança feminina na política, na economia e na vida comunitária”, afirmou.

O Presidente reforçou que, quando as mulheres progridem, o país fortalece-se e consolida o seu caminho rumo à estabilidade, ao desenvolvimento e à preservação da soberania nacional. Neste quadro, defendeu que a OMA deve intensificar o seu papel na mobilização eleitoral, na formação política das militantes e no apoio ao empreendedorismo feminino.

Entre as prioridades apontadas constam ainda a promoção da agricultura familiar, o incentivo à transição da economia informal para a formal e a criação de redes de solidariedade económica capazes de impulsionar a autonomia das mulheres.

João Lourenço reconheceu o contributo da secretária-geral cessante da OMA, Joana Tomás, bem como das antigas dirigentes Ruty Neto e Luzia Inglês Van-Dúnem “Inga”, pelo trabalho desenvolvido na preservação e afirmação dos ideais da organização.

O Presidente do MPLA admitiu que a mulher angolana continua a enfrentar múltiplos desafios, mas sublinhou os avanços alcançados, defendendo o reforço de políticas públicas orientadas para a promoção da igualdade de oportunidades entre homens e mulheres, em todos os domínios da vida nacional.

“Queremos um país mais justo, mais próspero e mais estável, com mulheres empoderadas, educadas e economicamente activas”, afirmou, reiterando que a mulher angolana constitui uma força central na transformação do país.

O congresso da OMA reúne delegadas provenientes de todo o território nacional e do exterior, num momento que o partido considera estratégico para a consolidação da sua agenda política e para a preparação dos próximos desafios eleitorais.

O congresso é o culminar das Assembleias de Balanço e Renovação de Mandatos nas estruturas de base e intermédias, que abrangeram as 21 províncias do país.

A Organização da Mulher Angolana (OMA) é o braço feminino do MPLA, fundada a 10 de Janeiro de 1962, no então Congo Leopoldville, durante a luta de libertação nacional.

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