A Economist Intelligence Unit (EIU) considerou hoje que se Angola emitir nova dívida no mercado internacional arrisca-se a pagar uma taxa de juro ainda maior do que os 9,5% que suporta anualmente pela emissão de 2015.
A partir desta quarta-feira os bancos comerciais "podem aplicar, sobre a taxa de câmbio de referência" do Banco Nacional de Angola, "uma margem, para mais ou para menos, de até 2%".
Os bancos comerciais angolanos passam a estar obrigados, a partir de 01 de fevereiro, a adotar "mecanismos rigorosos" de registo das operações cambiais para o exterior, especialmente de Pessoas Politicamente Expostas (PEP), determinou o banco central.
As importações feitas por Angola em 2018 deverão render aos cofres do Estado angolano 130.861 milhões de kwanzas (590 milhões de euros), aumentando 10 por cento face ao ano anterior, nas previsões feitas pelo Governo.
O Governo angolano alertou hoje os operadores económicos para a especulação de preços de bens e serviços, tendo constatado que alguns estão a fazer a sua alteração sem respeitarem as normas estabelecidas pelo Regime de Preços.
O preço para comprar divisas nas ruas de Luanda continua a derrapar, incorporando as depreciações, face às moedas norte-americana e europeia, provocadas pela introdução, a 09 de Janeiro, do novo regime flutuante cambial.
O Banco Nacional de Angola (BNA) decidiu adoptar o câmbio flutuante, porque no regime fixo que vigorou até ao dia 09 de Janeiro, mesmo com a alta taxa de inflação (27%), a moeda nacional - o Kwanza - mantinha o seu valor estável, facto que a torna na quarta moeda mais sobrevalorizada do mundo.