Sexta, 16 de Janeiro de 2026
Follow Us

O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, criticou hoje a forma como está a ser conduzida a depreciação em curso do kwanza angolano, receando os efeitos da especulação da cotação do mercado de rua na inflação.

O preço para comprar uma nota de dólar nas ruas de Luanda aumentou quase 5% nos últimos dois dias, incorporando a depreciação face às moedas norte-americana e europeia, provocada pela introdução, na terça-feira, do novo regime flutuante cambial.

O Presidente angolano promulgou o negócio da venda da participação de 16,4% da Odebrecht, envolvida no escândalo de corrupção no Brasil, na Sociedade Mineira de Catoca, que explora a quarta maior mina de diamantes a céu aberto do mundo.

O analista da Neuberger Berman Europe Kaan Nazli defendeu, numa matéria publicada ontem pela agência de notícias especializada Bloomberg, que o valor mais justo para o limite máximo da taxa de câmbio é de 348 kwanzas por dólar.

O Banco Nacional de Angola (BNA) realiza hoje o seu primeiro leilão de divisas para os bancos comerciais depois de ter anunciado que a moeda nacional vai passar a deixar de ter um câmbio fixo em relação ao dólar e ao euro.

O analista Kaan Nazli defendeu que o Governo de Angola vai provavelmente focar-se na renegociação da dívida da companhia petrolífera nacional (Sonangol) e dos empréstimos chineses e não deve mexer nos títulos de dívida em moeda estrangeira.

O preço para comprar uma nota de 100 dólares norte-americano nas ruas de Luanda iniciou 2018 nos 43.000 kwanzas, cotação praticamente inalterada, apesar da iminente depreciação da moeda nacional, com a introdução do regime de taxa de câmbio flutuante.

Página 322 de 479