Sábado, 17 de Janeiro de 2026
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Angola retirou, em janeiro, 14% do dinheiro que tinha em circulação física, face a dezembro, equivalente a menos 73.396 milhões de kwanzas (280 milhões de euros), medida que está a permitir valorizar a moeda nacional.

As reservas internacionais angolanas renovaram em janeiro mínimos históricos, caindo para 13.069 milhões de dólares (10.586 milhões de euros), menos 2% face a dezembro, elevando a uma quebra superior a 6.000 milhões de euros, no espaço de um ano.

Queda do segundo maior produtor africano de petróleo deve-se "ao envelhecimento dos poços petrolíferos, que perdem fulgor, e aos investidores externos, que face às perspetivas relativamente pouco competitivas, perdem entusiasmo", revela o relatório 'Oil Market Report'

O Banco Nacional de Angola (BNA) vendeu 90,1 milhões de dólares a 16 bancos comerciais, "para cobertura de operações de empresas prestadoras de serviço ao sector petrolífero", informa o regulador. A operação tem a particularidade de ter sido realizada na divisa americana, após um 2017 sem transacções em dólares.

A adopção de uma nova política cambial pelo Banco Nacional de Angola (BNA) fez com que o euro e o dólar se tenham valorizado durante o mês de Janeiro passado 39,50% e 24,88%, respectivamente, face à moeda angolana, o kwanza, informou o banco central em comunicado.

O Estado angolano encaixou 847 milhões de euros em receitas fiscais com a exportação de petróleo no mês de janeiro deste ano, o melhor registo desde outubro de 2014, que marcou o início da crise em Angola.

O Fundo Monetário Internacional (FMI) enalteceu hoje em Luanda a "boa decisão" de Angola adotar uma taxa de câmbio flutuante, a qual, considera, "vai dar frutos para o país ao longo do tempo".

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