Alguém tinha que ser sacrificado e como é regra em regimes tão perversos como o angolano não me admira que a vitima desta vez seja a miúda ( Bela ) jovem de familia tão humilde que conheço tão bem desde os tempos de infância.
Vinicius Terra, organizador do festival Terra do Rap, no Brasil, onde devia atuar MCK, impedido terça-feira de sair de Angola, disse hoje à Lusa que o evento vai assinalar a ausência do 'rapper' de Luanda.
Seis meses antes da entrada em vigor do tão afamado mapa judiciário, a até aqui procuradora-geral distrital de Lisboa que será a nova ministra da Justiça, avisava: o sistema informático dos tribunais não tem capacidade para o que a nova geografia dos tribunais exige. E assim foi. Francisca Van Dunem vaticinou e o Citius acabou por colapsar mesmo durante dois meses e meio.
Todos os sinais que têm vindo a ser emitidos nos últimos tempos apontam claramente para um (ainda) maior endurecimento do regime no tratamento/relacionamento com todos quantos, dentro e fora das fronteiras angolanas, estão identificados como sendo de uma forma ou de outra, mais ou menos críticos em relação ao seu desempenho.
A defesa dos ativistas que estão a ser julgados em Luanda, por prepararem uma rebelião, garantiu que ao fim de oito sessões o julgamento não passou ainda de acusações sobre alegadas intenções destes jovens.
A compra de dólares nas ruas de Luanda disparou nos últimos dias com as novas restrições ao levantamento nos balcões dos bancos comerciais e o mercado informal já cobra o dobro da taxa de câmbio oficial. Numa ronda realizada hoje pela agência Lusa nas ruas de Luanda, as ‘kinguilas’ angolanas, mulheres que se dedicam à negociação informal de dólares, confirmaram que a situação atual já obriga a revisão da taxa de câmbio ao longo do dia, para acompanhar a procura.
O músico MCK apresentou ontem uma reclamação formal aos Serviços de Migração e Estrangeiros (SME) de Angola por ter sido impedido de “forma arbitrária” de sair do país, disse à Lusa o seu advogado, Luís Nascimento.
A Renamo, principal partido de oposição de Moçambique, acusou hoje o Governo de pretender "imitar a solução angolana", por supostamente tencionar eliminar o líder do movimento, Afonso Dhlakama, tal como aconteceu com Jonas Savimbi, presidente da UNITA.
A defesa dos 15 ativistas angolanos em prisão preventiva desde junho, acusados de preparem uma rebelião, interpôs um recurso para o Tribunal Constitucional, contestando a recusa do Supremo ao pedido de 'habeas corpus' para a libertação.
O ministro da Justiça e Direitos Humanos de Angola, Rui Mangueira, negou hoje, em Luanda, qualquer pagamento angolano a magistrados portugueses, visando a elaboração de legislação para o país.