O mercado nacional está a ser caracterizado por uma conjuntura económica difícil, marcada pela redução das exportações de crude, diminuição das reservas externas e indisponibilidade de divisas para liquidação de transacções. É igualmente marcado pela desvalorização do kwanza e uma diferença acentuada entre a taxa de câmbio dos mercados formal (notas) e informal, sendo uma fonte de desequilíbrio do mercado cambial Com efeito, o Banco Nacional de Angola (BNA), atento à actual situação, tem vindo a adoptar uma série de medidas e regras com vista a mitigar os efeitos negativos do actual momento sensível por que passa a economia do País. Entre as medidas de contenção do BNA em 2015, por exemplo, conta a desvalorização do kwanza, uma nova regulação do mercado cambial, gestão da liquidez excedentária e a adopção de mecanismo pontual de venda de divisas. Os objectivos das deliberações foram contrariar a aceleração da inflação e ajustar a economia nacional à conjuntura actual.
Depois do XVII Congresso, José Eduardo dos Santos mantém-se à frente do MPLA e, por consequência, de Angola. Nada de novo, é assim desde 1979, quando o poder lhe caiu no colo, em parte por se ter pensado que seria o mais fraco dos potenciais sucessores de Agostinho Neto. Como se enganaram. Sem nunca ter ido nominalmente a votos, o presidente acumulou, distribuiu riqueza pelos seus e criou um regime oligárquico que prospera enquanto o país empobrece.
Mariana Mortágua, Deputada do Bloco | JN
Activistas foram detidos, ontem, no Lobito, em Benguela, quando discutiam questões relativas à políticas públicas.
"Um teatro programado". É assim que o activista angolano, Nuno Dala, apelida o VII congresso Movimento para a libertação de Angola (MPLA) que terminou este fim-de-semana. O activista vai mais longe e afirma que a renovação do comité central do país foi preparada para manter a hegemonia do MPLA no controlo do Estado.
Muitos se falou e ainda se fala sobre este facto. No meu ponto de vista as questões ideológicas da equação, nas relações Angola Portugal, no plano partidário, há muito se perderam, especialmente, com a queda do Muro de Berlim. Aliás, em África – podemos visualiza-lo agora melhor – essas questões só serviam para encobrir a defesa de interesses geo-estratégicos.
Por Marcolino Moco
A crise que assolou Angola nos últimos anos devido à quebra do preço do barril de petróleo nos mercados internacionais, funcionou como um acelerador da saída de expatriados do país com destaque para os portugueses. Segundo estimativa das autoridades de Lisboa, há dois anos estariam em Angola cerca de 120 000 a 130 000 portugueses. Agora o número rondará os 100 000 a 110 000. «Tudo isto são valores estimados», avançaram ao SOL as autoridades portuguesas.
Os partidos políticos portugueses PS, PSD, BE e CDS foram convidados para o II congresso ordinário da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), que se realiza em Luanda nos dias 06 e 07 de setembro.
A tão esperada moção do líder foi, como muitos suspeitavam, a grande estrela do congresso, tendo estado à altura das expectativas. Com toda a legitimidade e razão, muitos críticos colocaram dúvidas sobre os princípios que seriam defendidos por este MPLA, cada vez mais marcado pela surdez, arrogância, intolerância e abusos de poder.
Por Ismael Mateus | NJ
É num tom severo que João Soares fala do governo de Angola, numa altura em que o congresso do MPLA foi assunto em Portugal.
O ministro das Relações Exteriores de Angola recebe hoje, em Luanda, três das candidatas ao cargo de Secretário-geral das Nações Unidas, que pretendem obter o apoio do Governo angolano.