Sábado, 21 de Mai de 2022
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Sexta, 17 Dezembro 2021 10:34

Grupo Carrinho compra Banco de Comércio e Indústria (BCI) por 28 milhões de dólares

O grupo angolano Carrinho Empreendimentos SA é o novo proprietário do Banco de Comércio e Indústria (BCI), após vencer o leilão em bolsa, ao desembolsar 16,5 mil milhões de kwanzas (cerca de 28 milhões de dólares, foi hoje anunciado.

A empresa vencedora, deste primeiro leilão em bolsa realizado em Angola, ofereceu a proposta de 165.000 kwanzas (292 dólares) por cada uma das 100 mil ações à venda, o que totalizou o preço final de 16,5 mil milhões de kwanzas.

A sessão contou apenas com dois concorrentes e foi promovida pela Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva) e supervisionado pelo Instituto de Gestão de Ativos e Participações do Estado (IGAPE) que coordena o processo de privatizações de empresas ou ativos do Estado angolano.

O secretário de Estado das Finanças e Tesouro, Ottoniel dos Santos, considerou que o leilão em bolsa do BCI “vai ficar marcado na história económica e financeira do país”, referindo que “apesar da trajetória negativa do banco, a equipa foi abnegada em trabalhar para garantir que o mesmo estivesse em condições de cumprir com todos os requisitos” para a concretização do leilão.

O governante deu conta também, na sua intervenção, que o BCI recebeu um aporte acima de 30 mil milhões de kwanzas (53 milhões de dólares) por parte do acionista Estado para poder cumprir com os requisitos do Banco Nacional de Angola (BNA), quando ainda precisava mais de 27 mil milhões de kwanzas (48 milhões de dólares) para a sua recapitalização.

A Carrinho Empreendimentos SA é uma empresa angolana do setor alimentar, fundada em 1993, centrada sobretudo na origem, transporte, armazenamento, transformação e comercialização de produtos alimentares.

O novo proprietário do BCI refere, em nota divulgada hoje, que vai dar prioridade ao setor da agricultura familiar, perspetivando estabelecer “cadeias de valor estruturados em zonas rurais, que deverão agregar os pequenos agricultores para o sistema financeiro angolano”.

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