Sábado, 25 de Julho de 2026
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A história política recente de Angola sugere que, na luta pelo poder, a forma de afastar um adversário raramente muda; muda apenas o alvo. A recente rejeição da pré-candidatura do general na reforma e antigo governador Higino Carneiro pela Subcomissão de Candidaturas do MPLA trouxe novamente para o centro do debate uma estratégia que alguns analistas consideram recorrente na política angolana.

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A exclusão da candidatura de Higino Carneiro à liderança do MPLA poderá ter consequências políticas que ultrapassam a disputa interna do partido no poder, podendo criar oportunidades para a oposição e para os sectores da sociedade civil que defendem a alternância política em Angola. A leitura foi feita por Jonas Sebastião, vice-presidente do Movimento Social para a Mudança, e pela activista e socióloga Luzia Moniz, durante uma entrevista ao programa Radar DW.

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O jornalista e activista angolano Rafael Marques de Morais defende que a democracia nunca se consolidou no seio do MPLA, sustentando que a ausência de competição interna pela liderança do partido constitui uma característica estrutural da organização desde a sua fundação.

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O general na reforma Higino Lopes Carneiro, pré-candidato à presidência do MPLA, lançou um apelo à unidade interna do partido, defendendo que o futuro da organização depende da coesão entre os seus militantes, numa altura em que se aproxima o IX Congresso Ordinário, marcado para os dias 9 e 10 de Dezembro.

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A vice-presidente do MPLA, Mara Quiosa, defendeu que as redes sociais se tornaram um dos principais palcos da disputa política em Angola, afirmando que, na actualidade, "um telemóvel na mão de um jovem é mais forte do que mil megafones nos comícios".

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