Sexta, 11 de Setembro de 2026
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Sexta, 11 Setembro 2026 12:34

Doente internado com queixas numa perna é amputado de um braço em hospital de Luanda

O caso de um doente internado com queixas numa perna e a quem foi amputado um braço, em Angola, está a ser alvo de um inquérito com a suspensão da médica responsável, informou hoje o hospital.

Em comunicado, a direção-geral do Hospital Josina Machel- Maria Pia, em Luanda, adianta que determinou a abertura de um inquérito e que a médica responsável pela intervenção foi “preventivamente afastada de funções".

A direção hospitalar “lamenta profundamente a ocorrência clínica envolvendo um paciente de 42 anos, registada entre os dias 05 e 07 de setembro e manifesta a sua solidariedade ao paciente e à sua família, neste momento particularmente difícil”.

De acordo com os registos clínicos disponíveis, explica no comunicado, o paciente estava a ser acompanhado naquela unidade hospitalar “na sequência de uma infeção óssea”.

O comunicado não esclarece, mas informação avançada pelos familiares à TV Zimbo revela que as queixas eram numa perna.

De acordo com a nota do hospital, ocorreu “durante o período de tratamento, uma intercorrência clínica grave que culminou na necessidade de amputação de um membro superior (braço)”.

“As circunstâncias clínicas que determinaram a evolução do caso, bem como os procedimentos adotados, encontram-se sob investigação, pelo que não é possível antecipar conclusões antes da conclusão das diligências em curso”, acrescenta a direção hospitalar.

“Perante a gravidade da situação”, prossegue, “a direção-geral do hospital determinou a abertura imediata de um inquérito interno".

O objetivo, esclarece, é “apurar, de forma rigorosa, imparcial e transparente, as circunstâncias em que os factos ocorreram, a evolução do quadro clínico e eventuais responsabilidades, em conformidade com os procedimentos institucionais e a legislação aplicável”.

Como medida cautelar, a profissional de saúde diretamente envolvida na ocorrência foi preventivamente afastada das suas funções, enquanto decorrem as diligências de averiguação e os procedimentos disciplinares aplicáveis, lê-se no comunicado.

O hospital “assegura que o caso está a ser tratado com a máxima seriedade e que, concluídas as diligências, serão adotadas as medidas que se mostrarem necessárias”.

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