A Polícia angolana abriu um inquérito interno para apurar a morte de um militante da UNITA, maior partido da oposição, que supostamente terá ocorrido durante uma manifestação na província de Benguela, foi hoje anunciado.
Entre 2008 a 2014, Welwitschia José dos Santos, então deputada do MPLA e filha do então presidente da República, beneficiou de contratos do Estado na ordem dos 650 milhões de dólares, destinados à reabilitação de estradas, através da sua empresa Sociedade de Empreendimentos e Obras Públicas S.A. (SEOP). Curiosamente, esta empresa nem sequer tinha estaleiros para o efeito.
O Grupo Parlamentar da UNITA condenou hoje o “assassínio” de Eugénio Pessela, de 41 anos de idade, que, “segundo testemunhas, participava pacificamente” na manifestação organizada, no sábado, pelo Secretariado Provincial do partido em Benguela.
O militante Abreu Capitão Bernardo foi eleito, neste domingo, presidente do Partido Democrático para o Progresso da Aliança Nacional Angolana (PDP-ANA), com 138 votos, perfazendo 55 por cento dos votos.
O Presidente do MPLA, João Lourenço recomenda aos militantes e às organizações de base do partido no poder, a trabalhar para a conquista de uma "vitória retumbante" nas eleições de agosto de 2022.
Este fim-de-semana foi marcado por uma intensa actividade política e social ainda no rescaldo do congresso do MPLA no poder mas também já na perspectiva das eleições do ano que vem, algumas marchas tendo sido reprimidas, com detenções e inclusivamente pessoas feridas.
O Presidente do MPLA e de Angola, João Lourenço, destacou hoje a liderança do seu antecessor, José Eduardo dos Santos, na construção da paz no país, exortando as novas gerações a não repetirem os erros do passado.
Apesar de fisicamente debilitado, o antigo Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, é descrito como estando como a “mortal alta e psicologicamente lucido”. Nas raras abordagens que vai tendo, em privado, faz apologia a um dialogo com o novo líder da UNITA, Adalberto Costa Júnior, ao invés do recurso das instituições do Estado para marginalização daquele.
O porta-voz do Sindicato Nacional do Médicos Angolanos (SINMEA), Domingos Zangão, disse que a questão dos salários mínimos de 1 milhão de kwanzas (1.760 dolares) exigidos no caderno reivindicativo tem sido uma das maiores discórdias nas negociações com o Ministério da Saúde (MINSA).
Um responsável da UNITA, confirmou que, pelo menos três (3) militantes daquele partido foram feridos com gravidade, com disparos de balas de borracha da polícia e recebem tratamento médico "particular".