O ex-presidente de Moçambique Joaquim Chissano elogiou hoje o processo de votação em Angola e encorajou os candidatos a olhar para os resultados "com serenidade" e a reclamarem por vias legais se não estiverem satisfeitos.
O partido liderado por Bela Malaquias defende a divulgação do número de eleitores que realmente votaram e o número de mesas constituídas e escrutinadas em cada província: a "CNE deve fornecer informação clara e credível aos cidadãos"
O veterano jornalista angolano, José Neto Alves Fernandes, observa que o momento actual é por demais sensível, delicado, mas afigura-se incontornável porque é irreversível, pois, todo mundo escolhe cautelosamente as palavras antes de as proferir, antes de digitar no computador ou no inseparável telemóvel.
A investigadora Ana Lúcia Sá, do ISCTE-IUL, disse hoje à Lusa que apesar do forte crescimento eleitoral da UNITA, que averbou uma vitória incontestada em Luanda, o Presidente João Lourenço não precisa de dialogar politicamente com a oposição.
O antigo primeiro-ministro Marcolino Moco, que declarou o seu apoio à UNITA nas eleições de 24 de Agosto, disse que a "derrota copiosa" e aceite pelo "sistema em Luanda não se deve à "coitada" da Covid-19 ou ao desempenho de alguns dos dirigentes do MPLA, mas sim ao excessivo centralismo da capital.
O porta-voz do Movimento Popular de Libertação de Angola reafirmou hoje a intenção do partido em avançar com a criação de autarquias no próximo mandato, num momento em que a oposição ganhou a província de Luanda nas eleições gerais.
As cerimónias fúnebres do antigo Presidente da República, José Eduardo dos Santos, começam este sábado, na Praça da República, em Luanda.
O porta-voz do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) minimizou as queixas da oposição sobre os resultados eleitorais e prometeu melhorar a governação do país após a perda de 25 deputados na Assembleia Nacional.
A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral- CASA-CE, o Partido Nacionalista para Justiça em Angola (P-NJANGO) e a APN, que não conseguiram eleger qualquer deputado nas eleições gerais de 24 de Agosto, continuam formações políticas reconhecidas pelo Tribunal constitucional (TC), por terem atingido, respectivamente, 0,75, 0,48 e 0,48% de votos.
Juristas ligados a associações cívicas angolanas advertem para a existência de uma janela legal para eventuais processos de impugnação das eleições em Angola, pela enorme quantidade de vícios e irregularidades do processo, como nomes de mortos nos ficheiros, o não cumprimento da lei orgânica sobre as eleições gerais e a não publicação das listas provisórias de eleitores.