O MPLA disse hoje que "tem maioria absoluta suficiente para governar tranquilamente" com a vantagem que leva nos resultados provisórios das eleições de quarta-feira, atribuindo a sua derrota pela UNITA, em Luanda, à "abstenção da sua base militante".
A Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral CASA-CE contestou esta quinta-feira, 25, os resultados provisórios avançados pela Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que atribui à coligação 0,73 por cento de votos.
Três dezenas de elementos da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) angolana foram hoje chamados ao maior mercado de Luanda para dispersar multidões, alegadamente instigadas por elementos do maior partido da oposição.
As duas principais forças políticas moçambicanas consideraram hoje que os “partidos de família comunista”, no poder em Moçambique e em Angola, tentam afastar os eleitores das mesas de votação em processos eleitorais para preparar fraudes e manterem-se no Governo.
O analista político Osvaldo Mboco defendeu esta quinta-feira que ainda é "prematuro o MPLA cantar vitória" nas eleições gerais angolanas porque a disputa "está renhida", com o partido no poder a aparecer em vantagem (52,08%) sobre a UNITA (42,98%).
O MPLA defendeu esta quinta-feira que se deve esperar "serenamente" os resultados definitivos das eleições de quarta-feira em Angola e que a litigância se faz nos tribunais, numa reação à contestação da UNITA aos resultados provisórios.
Nos bairros periféricos da capital angolana são muitos os que consultam as atas das eleições gerais de quarta-feira e o descontentamento é evidente perante os resultados afixados em cada assembleia de voto e os números anunciados pela Comissão Nacional Eleitoral.
A Comissão Nacional Eleitoral (CNE) angolana anunciou hoje que o MPLA (poder) mantém vantagem, com 52,8% das votações, seguido da UNITA (oposição), com 42,8%, quando estão escrutinados 86,41% dos votos das eleições gerais desta quarta-feira.
A consultora Eurasia considera que o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) vai vencer as eleições gerais, mas com menos de 60%, perdendo a maioria qualificada na Assembleia Nacional, favorecendo mais cooperação com a oposição.
Seis delegados da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) foram detidos na quarta-feira à noite na posse de supostas atas falsas, informação que o partido desmente, alegando tratar-se de documentos relacionados com a formação eleitoral.