A pressão internacional que foi exercida ao longo do tempo ajudou na libertação dos jovens ativistas angolanos que tiveram decretada hoje a sua libertação pelo Supremo Tribunal de Angola, disse o escritor angolano José Eduardo Agualusa.
O ministro da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola, Rui Mangueira, afirmou hoje que o caso dos 17 ativistas condenados por rebelião e com decisão de soltura pelo Tribunal Supremo, é um processo apenas legal e não político.
A libertação dos 17 ativistas angolanos detidos há mais de um ano em Luanda, decidida hoje pelo Supremo Tribunal de Justiça (STJ) de Angola, "não deixa de ser uma decisão política" que resulta da "pressão", afirmou hoje Rafael Marques.
Familiares, amigos e advogados dos ativistas angolanos condenados em março a penas de prisão que chegam aos 08 anos e meio de cadeia estão concentrados no exterior do Hospital-Prisão de São Paulo, em Luanda, aguardando a libertação dos detidos.
A Feira Internacional de Luanda (FILDA), foi adiada para Novembro devido ao "actual estado da economia do país", lê-se numa comunicação enviada aos expositores.
Prazo de receção de candidaturas acaba esta quinta-feira apenas com a do presidente angolano, que anunciou que iria deixar a vida política ativa em 2018
'Habeas corpus' que estava por decidir desde abril
O Supremo Tribunal de Angola deu provimento ao 'habeas corpus' apresentado pela defesa dos 17 ativistas angolanos, condenados e a cumprirem pena desde 28 março por rebelião, e ordenou a sua libertação, anunciou à Lusa o advogado Michele Francisco.
Os advogados dos 17 activistas que cumprem penas de prisão de até oito anos e meio, por rebelião, informaram hoje à Lusa que vão pedir esclarecimentos ao Tribunal Constitucional sobre a possível libertação dos jovens.
A Embaixada dos Estados Unidos anuncia que o seu governo, através da Iniciativa Iniciativa Presidencial contra a Malária,disponibilizou 500,000 doses de Coartem para combater o actual surto de malária, que afecta o país.
Condenados a 45 dias de prisão por tentativa de suborno a agentes da Polícia Nacional, três cidadãos acabaram por ver a sentença convertida numa multa de mais de 46.000 Kwanzas.