A operadora brasileira Oi vendeu a sua participação de 25% na angolana Unitel por mil milhões de dólares (900 milhões de euros) para a petrolífera estatal Sonangol, de Angola.
O Parlamento angolano aprovou, na generalidade, a proposta de Lei da Expropriação por Utilidade Pública, que substitui o diploma colonial de 1968 e atribui o direito de declarar utilidade pública ao Presidente da República e ao governador provincial.
Sarju Raikundalia era administrador da Sonangol e é suspeito de ter ordenado uma transferência para uma empresa controlada por Isabel dos Santos. Nega ter fugido e cometido qualquer crime. Está disponível para prestar esclarecimentos em Angola
Isabel dos Santos esteve, na quinta-feira, em Lisboa a tratar de procurações para conceder plenos poderes de representação aos seus advogados e deixou o país, num avião da TAP, à mesma hora a que os procuradores-gerais da República de Portugal e Angola terminavam uma reunião sobre o futuro que a espera.
Isabel dos Santos acusa Manuel Vicente de estar por detrás das denúncias do caso Luanda Leaks, para se vingar dos esquemas que ela encontrou na Sonagol, durante a sua gestão
"As acusações contra Isabel dos Santos são obviamente sérias e muito preocupantes", aponta ao Expresso a BCG, multinacional de consultoria que, segundo os Luanda Leaks, firmou um contrato de 3,3 milhões de euros com a Wise Intelligent Solutions, empresa de Isabel dos Santos em Malta.
Contratos foram assinados ainda em dezembro, pelo valor de dois milhões de euros. A empresa em causa, a Sonoran, tem ainda trabalhado com governos de vários estados com políticas repressivas.
O vice-governador do Banco Nacional de Angola disse hoje que a introdução da nova família de notas do kwanza vai decorrer progressivamente até ao final do primeiro semestre deste ano.
O antigo embaixador de Angola junto das Nações Unidas, em Genebra, Adriano Parreira, é autor das primeiras denúncias contra as mais altas figuras do Estado angolano. Adriano Parreira defende, por exemplo, que Manuel Vicente deve ser chamado pela Procuradoria Geral de Angola, e critica a atuação da Procuradoria Geral da República de Portugal.
O Banco Nacional de Angola (BNA) avisou hoje os bancos comerciais locais para não estabelecerem limites para as operações em moeda estrangeira dos clientes em função da finalidade, alertando para a necessidade de cumprir os prazos.