Só em propinas, transportes e alimentação, os estudantes do ensino superior privado gastam 875 mil kz por ano, apurou o Expansão numa análise de preços de 10 universidades privadas do País. A estes custos acrescem ainda despesas com livros, materiais escolares, vestuário e defesa de fim de curso.
A justiça portuguesa decretou, nesta sexta-feira, o arresto de todos os bens da empresária angolana Isabel dos Santos, em Portugal, no âmbito do processo judicial que corre em Angola.
Os primeiros imóveis da venda livre na centralidade do Zango 5 começam a ser entregues esta sexta-feira, dia 13, depois do sorteio realizado a 20 de Fevereiro, apurou o Expansão junto de fonte do Ministério do Ordenamento do Território e Habitação, que não avançou o número de casas a serem entregues diariamente.
As autoridades tradicionais do município da Caála, província do Huambo, impediram quarta-feira uma tentativa de linchamento de um casal, acusado de práticas de feitiçaria.
A Justiça espanhola suspendeu hoje a audição sobre a extradição de Carlos Panzo, antigo secretário para os Assuntos Económicos do Presidente da República de Angola, para que a defesa tenha tempo de estudar novos documentos enviados de Luanda.
Economistas angolanos convergiram hoje, em Luanda, na ideia de que a economia do país se encontra “num estado de emergência” e que, devido à baixa do preço do barril de petróleo, a situação é “muito má”.
A caracterização foi hoje feita por um grupo de economistas nacionais numa mesa redonda sobre “O Estado da Economia em Angola e suas Repercussões sobre Outros Setores”, promovida pela Oficina do Conhecimento, organização criada em 2008 por jovens académicos angolanos com o objetivo da partilha de conhecimento.
Carlos Rosado de Carvalho, Rui Malaquias (na foto), António Estote e Precioso Domingos foram os oradores na mesa redonda, que olhou para o estado da economia do país depois da baixa do preço do barril do Brent, aliada à pandemia do novo coronavírus.
Em declarações no final do evento, António Estote disse que a economia nacional agora “é caracterizada por um estado de emergência, devido à redução drástica do preço do barril do petróleo, que vai exigir esforços do Ministério das Finanças, sobretudo a nível das despesas”.
“Aquilo que aconselhamos ao Ministério das Finanças é a redução das despesas, sobretudo no congelamento de alguns projetos menos prioritários e uma verdadeira consolidação fiscal a nível das despesas públicas”, referiu.
O economista sublinhou que o país está numa situação estrutural, de círculo vicioso da dívida, com uma taxa excessiva de endividamento público.
“E também podemos entrar em ‘default’, no cumprimento do serviço da dívida, uma vez que o petróleo é a única fonte líquida de divisas para a nossa economia”, frisou.
Por sua vez, Carlos Rosado de Carvalho classificou como “muito mau” o estado atual da economia, que “já era mau”.
“E agora foi agravado com esta coisa do Covid-19, depois também a guerra entre a Rússia e Arábia Saudita. Nós dependemos muito do petróleo, mas isso não é o nosso problema. O nosso problema é nós não sermos capazes de produzir outras coisas que não o petróleo e não é o Estado que vai produzir bens e serviços, quem vai produzir são os privados”, realçou.
O economista angolano frisou que o papel do Estado “devia de ser o de criar condições” para captar investimentos privados, ou seja, criar um bom ambiente de negócios.
“É isso que não está a acontecer e em muitos casos não é preciso dinheiro para se criar um bom ambiente de negócios. Para combater a burocracia não é preciso dinheiro, pelo contrário, se combatermos a burocracia nós até poupamos dinheiro”, afirmou.
Carlos Rosado de Carvalho criticou também as escolhas menos acertadas do Governo, nomeadamente selecionando projetos de investimento que não são prioritários, “como o caso do metro de superfície, do hospital para dirigentes, das compras de carros, entre outros, e que dá sinais errados à população”.
“O Governo quer privatizar a economia, mas em muitos casos antes de privatizar está a aumentar o seu peso na economia, nomeadamente diz que queria vender 25% da Unitel e o que acabou por fazer foi comprar mais 25% e ter agora 50% da Unitel, basicamente mandar na Unitel e ao mandar na Unitel manda no BFA”, exemplificou.
O Presidente da República, João Lourenço, determinou hoje (quinta-feira) a suspensão de deslocações em missão de serviço, ao exterior do país, dos membros da função Executiva da Administração Central e Local do Estado.
O ministro das Telecomunicações e Tecnologias de Informação angolano pediu hoje "paciência" para que a Africell, empresa selecionada para quarta operadora de telecomunicações no país, cumpra os prazos e termos de referência, como a implementação da infraestrutura em Angola.
O Conselho Superior da Magistratura Judicial de Angola abriu um inquérito contra o juiz-conselheiro Agostinho António Santos, candidato vencido no concurso para presidente da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), devido às suas declarações sobre o processo.
Ativistas cívicos angolanos consideram que o Relatório sobre os Direitos Humanos no Mundo de 2019 do Departamento de Estado americano reflete a realidade de Angola, no capitulo que descreve a situação do país.