A Amnistia Portugal considerou hoje um “abuso de poder do Estado” angolano ao não permitir a entrada de deputados e ativistas na vila mineira de Cafunfo, na Lunda Norte, onde a polícia matou pelo menos seis manifestantes há uma semana.
Nos últimos dias, tem sido aventada a possibilidade de um regresso do político Abel Chivukuvuku à CASA-CE, coligação política de que é co-fundador, mas foi afastado há dois anos por divergências internas com os seus correligionários
Ativistas disseram que a polícia angolana deteve, esta madrugada, André Candala, catequista e morador em Cafunfo, que denunciou a “morte de inocentes” na semana passada durante uma tentativa de manifestação que o Governo classificou como “ato de rebelião”.
A agência de notação financeira Standard & Poor's (S&P) reviu em baixa a estimativa de crescimento económico para Angola, antecipando agora uma expansão de 0,3%, e antevê a dívida pública nos 112% do PIB.
O Bureau Político do MPLA, partido no poder, criticou hoje as vozes que "se levantaram precipitadamente", entre elas a UNITA, maior partido da oposição, para acusar as autoridades de terem cometido "um massacre contra supostos meros manifestantes".
A acusação sustenta que Carlos São Vicente foi diretor de riscos da Sonangol até 2016, circunstância que o ajudou a praticar atos ilícitos. Documentos mostram que abandonou o cargo em 2005 e quis vender a seguradora AAA à petrolífera.
O Presidente da Assembleia Nacional (AN), Fernando da Piedade Dias dos Santos, declinou, nesta sexta-feira, qualquer responsabilidade sobre eventuais constrangimentos que envolvam um grupo de deputados da UNITA, na região de Cafunfo, na província da Lunda Norte.
A UNITA, maior partido da oposição angolana, manifestou hoje "profundo desagrado e repulsa" pela retenção de deputados, à entrada de Cafunfo, palco de incidentes e mortes, admitindo avançar para uma "vigília e greve de fome" em sua solidariedade.
O líder da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA) pediu hoje ao Presidente angolano que mande instaurar "um urgente inquérito independente" sobre o ocorrido em Cafunfo, que resultou em seis mortos.
O líder da UNITA, maior partido da oposição angolana, considerou hoje, em Luanda, a retenção de cinco deputados à entrada de Cafunfo como "a confissão clara do massacre praticado" e a ocorrência de "operações de limpeza" na zona.