O autor do livro Magnífica e Miserável: Angola desde a Guerra Civil prevê que a repressão em Angola persista e se aprofunde. Em entrevista, Ricardo Soares de Oliveira fala sobre as "mudanças vertiginosas" no país desde a paz em 2002.
O advogado de Luaty Beirão, em greve de fome há 35 dias, reuniu-se com o ativista angolano, na clínica privada de Luanda onde está sob detenção, tendo-o encontrado "lúcido" e "preocupado" com a falta de respostas dos tribunais.
Quarenta anos depois da independência, muitos recusam chamar a Angola um país democrático. Há vários jornais, mas pouco pluralismo e espaço de debate. “Há pessoas que têm medo de falar. Não foi para isso que se quis a independência”. O processo dos 15 jovens "é desastroso para a imagem" do governo
Rafael Marques defende que é urgente “criar um quadro de transição” para Angola, que demova o actual Governo pacificamente e prepare a realização de eleições livres e justas no futuro.
A paz, em Angola, não se consuma com o calar das armas. É verdade que houve a paz do calar das armas depois de um longo período de guerra, algo que os angolanos devem agradecer a Deus.
Luaty Beirão está em greve de fome há 34 dias e apesar de não conseguir ter noção da onda de apoio à sua libertação, afirma estar comovido com a solidariedade.
O empresário que "possibilitou a grandes grupos estatais chineses o acesso aos recursos naturais africanos" foi preso no início deste mês num hotel da capital chinesa. Helder Bataglia, da Escom, e Manuel Vicente, actual vice-presidente de Angola, estão entre o rol de empresários com que negociou.
O porta-voz da UNITA considera que a prisão de ativistas angolanos revela a "intolerância política" do governo de José Eduardo dos Santos, que "traiu" os ideais dos três movimentos que lutaram pela independência.
Marcolino Moco admite candidatar-se a presidente de Angola se houver abertura política para isso.