O presidente da UNITA defendeu hoje que se o maior partido da oposição tivesse sido poder em 1975, Angola não tinha entrado em guerra, denunciando como exemplo que desde a paz já morreram 85 militantes em incidentes com o MPLA.
O ministro das Relações Exteriores afirmou que o caso judicial que corre nas instâncias judiciais portuguesas e que envolve o vice-presidente angolano, Manuel Vicente, não é bom para o fortalecimento das relações bilaterais entre Portugal e Angola.
Numa análise ao anúncio que está a marcar a actualidade, o sociólogo Paulo de Carvalho defende, em declarações exclusivas para o online do Novo Jornal, que, ao contrário do que ocorreu antes, “desta vez, não haverá qualquer recuo a esta decisão”.
O Comité Central do MPLA aprovou nesta sexta-feira, por unanimidade, a candidatura de José Eduardo dos Santos ao cargo de Presidente do partido, no âmbito do seu VII Congresso Ordinário, convocado para o mês de Agosto deste ano.
O antigo primeiro-ministro Marcolino Moco diz não acreditar que o presidente José Eduardo dos Santos abandone a política activa em 2018, como anunciou hoje, e afirmou que a declaração do presidente pode ter por finalidade “baixar a tensão”.
A retirada de cena do Presidente angolano não significa “necessariamente” uma mudança, mas “abre uma oportunidade para que algumas coisas melhorem”, considera uma investigadora da organização de defesa dos direitos humanos Human Rights Watch (HRW).
O ativista angolano Rafael Marques afirmou hoje que o anúncio do Presidente de Angola de que sairá da política em 2018 poderá "inadvertidamente apressar" a sua sucessão.
O líder parlamentar da coligação CASA-CE, André Mendes de Carvalho, não se mostrou admirado ou surpreendido com o anúncio do Presidente José Eduardo dos Santos sobre o seu afastamento da vida política em 2018.
Um investigador luso-angolano alertou que o tempo até à eventual saída do Presidente de Angola, José Eduardo dos Santos, da política ativa, hoje anunciada para 2018, poderá não chegar para preparar um sucessor, com riscos para a estabilidade.
O PRS acredita que José Eduardo dos Santos vai deixar a liderança do MPLA e afastar-se da corrida às presidenciais de 2017, depois de hoje ter anunciado que abandona a vida política activa em 2018.