Um protesto na província do Cuanza Norte, devido à morte nos últimos meses de 16 idosas camponesas em circunstâncias ainda por esclarecer, resultou em várias detenções, incluindo de deputados da UNITA, noticiou hoje a imprensa angolana.
O advogado angolano Zola Bambi disse hoje que continuam "detidos arbitrariamente" os ativistas que no sábado preparavam a manifestação contra a fome, pobreza e desemprego, em Luanda, pedindo a sua libertação "por não terem cometido qualquer crime".
O jornalista e investigador Carlos Lopes Pereira, nascido em Bissau, defendeu hoje, em Torres Novas, que os movimentos de libertação foram empurrados para a luta armada pela ditadura salazarista, que recusou a proposta de uma negociação pacífica.
Com falta de mão de obra em Portugal, há empresários portugueses que querem contratar trabalhadores angolanos, mas queixam-se das burocracias e da impossibilidade de agendar um pedido de visto sem o apoio de uma teia paralela de intermediários.
O Governo português aponta a elevada procura e os "açambarcamentos" como os principais motivos para as dificuldades no agendamento de pedido de vistos em Luanda, onde são abertas 300 vagas por dia.
Pouco antes de Angola assumir a presidência rotativa da União Africana, neste sábado, 15, o Presidente da República, João Lourenço, em entrevista exclusiva ao grupo de imprensa e comunicação internacional Jeune Afrique, falou de um conjunto de dossiers preocupantes que há de encontrar ligados à segurança no continente.
Já está publicado em Diário da República o diploma de autorização legislativa que dá luz verde ao Presidente da República, João Lourenço, para proceder aos ajustes dos salários da função pública.
A polícia angolana dispersou hoje a manifestação contra a fome, pobreza e o desemprego, que estava agendada para este sábado, em Luanda, com disparos de gás lacrimogéneo e “várias detenções”, disseram alguns ativistas.
O Presidente angolano, João Lourenço, disse hoje que os angolanos "estão de parabéns" pelo facto de o país assumir pela primeira vez a presidência rotativa da União Africana, assumindo que o mandato terá "muitos desafios" na área da paz e da economia.
O MPLA anunciou que pretende aprovar, ainda este ano, o Pacote Legislativo Autárquico, parado na Assembleia Nacional desde 2018. Mas, a oposição e sociedade civil não acreditam na nova promessa.