Quarta, 29 de Abril de 2026
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Terça, 28 Abril 2026 23:23

Direcção do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional destituída por má gestão

A direcção do Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional, afastada preventivamente em Janeiro pelo comandante-geral da Polícia Nacional, comissário-geral Francisco Ribas da Silva, foi oficialmente destituída do cargo, na sequência de uma assembleia extraordinária marcada por uma expressiva votação favorável ao fim do mandato da anterior liderança, alegadamente por má gestão e fraco desempenho na prestação de serviços.

A decisão foi aprovada por larga maioria dos delegados presentes, com 167 votos a favor, correspondentes a 93% dos 179 membros com assento na assembleia. O processo registou ainda um voto nulo e quatro abstenções, consolidando o afastamento definitivo da direcção suspensa há cerca de quatro meses.

A reunião extraordinária foi presidida pelo presidente da mesa da assembleia-geral, Francisco Ribas da Silva, que já havia determinado, em Janeiro, a suspensão da direcção agora destituída, invocando graves falhas na condução da instituição e uma prestação de serviços considerada insatisfatória para os efectivos da corporação.

Na altura, o comandante-geral justificou a medida com base no que classificou como “fraco desempenho, má prestação de serviços ao efectivo, gestão deficitária dos recursos e outras irregularidades detectadas”, apontando deficiências administrativas e financeiras que terão comprometido o funcionamento normal do organismo.

Com a destituição formalizada, a comissão de gestão, que assumiu interinamente a condução do Cofre de Previdência após o afastamento da antiga direcção, mantém-se em funções até à realização de novas eleições e consequente tomada de posse dos futuros órgãos sociais.

Durante a assembleia, os membros reiteraram votos de confiança à actual comissão de gestão, reconhecendo-lhe condições para assegurar a estabilidade institucional e conduzir o processo de transição até à escolha de uma nova liderança.

O Cofre de Previdência do Pessoal da Polícia Nacional é uma estrutura de carácter social criada para apoiar efectivos da corporação, reformados, familiares, viúvas e órfãos, funcionando como uma organização mutualista sem fins lucrativos. A instituição congrega actualmente mais de 100 mil associados, tendo como principal missão mitigar dificuldades sociais e garantir benefícios de assistência aos seus membros.

A destituição da antiga direcção representa, assim, um novo capítulo na reestruturação do organismo, numa altura em que crescem as expectativas em torno da recuperação da confiança dos associados e da melhoria dos serviços prestados aos beneficiários.

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