Segunda, 22 de Julho de 2024
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Quarta, 29 Mai 2024 23:28

Talatona: Camponesas da “Konda Marta” denunciam planos da Administração para demolir suas obras

O empresário Daniel Neto, director-geral da empresa “Konda Marta”, que litiga com oficiais superiores da Polícia Nacional e das Forças Armadas Angolanas, nos terrenos localizados no Distrito Urbano da Cidade Universitária, em Luanda, acusa o Comando da Polícia do Talatona de traçar nova estratégia para “invadir” nas primeiras horas desta quinta-feira, as camponesas que controlam os terrenos com vista a impedir os “invasores”.

Segundo o porta-voz das camponesas, a Polícia Nacional e a Administração Municipal do Talatona, mantiveram na noite desta quarta-feira, nas suas instalações, uma reunião de “emergência” onde terá sido adoptado um novo plano, para esta quinta-feira, 30, enviar no terreno em disputa efectivos da corporação armados para proceder a demolição do moro de vedação construído pelas camponesas, facto que já tinha acontecido muito recentemente.

As camponesas denunciam ainda que os agentes da Polícia Nacional que supostamente têm estado envolvidos nas operações contra à empresa “Konda Marta”, seus funcionários e camponeses “são pagos diariamente 5 mil kwanzas, para defender os interesses dos oficiais superiores”, que segundo lamentam “usam meios do Estado para fins pessoais”.

“Mesmo diante de tantas denúncias de invasão de terrenos, o Presidente da República se mantém em silêncio”, lamentou Daniel Neto, acrescentando que “depois das demolições das residências destas camponesas, incluído a vedação protagonizadas pelo sobrinho do ministro do Interior, nas vestes de chefe da fiscalização do Município do Talatona, a patrulha da Polícia foi quebrada os vidros e detiveram quatros camponesas”.

Disse que o comandante Provincial de Luanda da Polícia Nacional, Francisco Ribas “continua a usar os efectivos para violentar as camponesas”.

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Last modified on Quinta, 30 Mai 2024 10:13