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Quarta, 15 Fevereiro 2023 12:03

CNE aposta no fortalecimento da confiança dos cidadãos nas instituições eleitorais

O porta-voz da Comissão Nacional Eleitoral (CNE), Lucas Quilundo, afirmou, terça-feira, que a instituição está apostada no fortalecimento da confiança dos cidadãos nas instituições eleitorais.

O responsável avançou o facto à imprensa, em Lisboa, depois do colóquio sobre “O esclarecimento eleitoral e as novas técnicas e tecnologias-reflexão sobre “Fake news” e a Inteligência Artificial nas eleições”.

O colóquio foi realizado pela Rede de Órgãos Jurisdicionais e de Administração Eleitoral ROJAE-CPLP.

De acordo com Lucas Quilundo, a CNE impõe que os cidadãos devem ser esclarecidos sobre as eleições, de modo que possam no momento do exercício do direito de voto exercer naturalmente.

Por sua vez, o presidente da Assembleia da República Portuguesa, Augusto Santos Silva, destacou a realização do encontro no ano em curso, fundamentalmente, porque Portugal não terá eleições nacionais nos próximos quatro anos.

Este ano, afirmou, haverá eleições para Assembleia Legislativa da região autónoma da Madeira, em que seguirão 2024, 2025 e 2026, sucessivamente eleições para o parlamento europeu, eleições para as autarquias locais, para presidente da República e para a Assembleia da República.

Para si, este é um bom ano para os portugueses se prepararem para este novo ciclo eleitoral nacional.

Considerou "candente", a questão da desinformação, da utilização da inteligência artificial e das suas possibilidades também nas campanhas eleitorais e na realização das eleições, pelo que pode e deve ser abordada, quer do ponto de vista doutrinário, quer do ponto de vista prático.

Argumentou que deve ser tratado do ponto de vista doutrinário, porque as eleições são uma componente, uma condição necessária, absolutamente necessária da existência de uma democracia.

Durante o encontro foram abordados temas como “ Comunicação social, notícias falsas e ferramentas de Inteligência Artificial nos processos eleitorais e a liberdade de acção e igualdade de oportunidades das
candidaturas”, “Desertos informativos e outros perigos para a democracia”.

O encontro abordou igualmente, entre outros os temas: “Um olhar sobre eleições em contexto de desinformação e de algoritmos criados por máquinas”, “O ambiente de informação em torno das eleições: desafios e oportunidades que se apresentam” e “Vantagens e perigos da utilização de ferramentas de Inteligência Artificial pelos poderes públicos nos períodos eleitorais”.

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