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Segunda, 11 Março 2024 13:53

Estado de Saúde de Adolfo Campos e Tanaice Neutro geram preocupação

Dois dos quatros activistas angolanos, condenados a mais de dois anos de prisão efectiva por ofensa ao Presidente João Lourenço, estão a ver o seu estado de saúde a degradar-se. Um entre eles foi internado de emergência no Hospital Prisão de São Paulo, em Luanda, devido ao agravamento do respectivo estado de saúde. Um outro ainda não conseguiu ser hospitalizado.

A sociedade angolana está preocupada com o estado de saúde dos activistas que se encontram doentes e a cumprirem dois anos e cinco meses de cadeia, por “alegadamente” participarem numa manifestação contra restrições a moto-taxistas no ano passado.

Rosa Mendes, a esposa do activista Adolfo Campos encarcerado na comarca de Calomboloca na localidade de Icolo e Bengo, em Luanda, alega que seu marido tinha sido transferido para o Hospital Prisão de São Paulo na quinta-feira, 7 de Março, mas por questões supostamente administrativas não foi assistido.

A nossa interlocutora diz que os advogados estão a encetar contactos com o Serviço Prisional, no sentido do seu marido ter acesso a assistência médica, uma que Adolfo Campos já perdeu a audição num dos ouvidos e também se queixa de fortes dores no peito, devido a problemas graves de saúde.

“Na quinta-feira saíram com ele, mas voltaram novamente. Não chegou a ser internado no hospital. No entanto, os advogados remeteram uma carta aos serviços prisionais, pedindo para que se fizesse alguma coisa, já que, pela segunda vez, pediram para sair, mas posto no local não há assistência. Infelizmente, perdeu a audição do ouvido esquerdo, continua com as fortes dores craniana e tórax e a situação das vistas”, denunciou Rosa Mendes.

Gilson da Silva Moreira, conhecido por “Tanaice Neutro”, também teve uma recaída na quinta-feira na cadeia Kakila, nos arredores de Luanda, resultado da greve de fome que observa desde finais de fevereiro, por falta de resposta do tribunal em relação ao recurso interposto pela sua defesa.

O amigo Simão Cativa relata que, após ao agravamento do estado de saúde, o activista foi encaminhado na quinta-feira de urgência para Hospital Prisão de São Paulo, mas avisa que a situação do companheiro é crítica e inspira muitos cuidados.

“Tanaice começou uma greve de fome no dia 27 de Fevereiro deste ano. Ou seja, o mês passado. Quinta-feira teve uma recaída e foi transferido para Hospital Prisão de São Paulo, onde ele se encontra internado neste preciso momento. A última informação que nós tivemos é que o Tanaice estava inconsciente até ontem”, disse o membro do Movimento Revolucionário Angolano. RFI

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