Terça, 31 de Janeiro de 2023
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Quarta, 07 Dezembro 2022 22:39

SIC investiga assalto à sede do Sindicato dos Jornalistas Angolanos

O Serviço de Investigação Criminal (SIC) de Angola disse hoje que está a investigar o assalto e furto de computadores da sede do Sindicato dos Jornalistas, prometendo “tudo fazer” para responsabilizar criminalmente os seus autores.

“É uma questão que chegou às autoridades, ocorreu um furto numa instituição, cabe ao SIC, como já está a fazer, a recolha de evidências no local de ocorrência do crime e vai espoletar ações investigativas competentes para determinação da autoria material e tudo fazer para deter e responsabilizar criminalmente eventuais autores”, afirmou Manuel Halaiwa, Diretor do Gabinete de Comunicação Institucional e Imprensa do SIC.

Questionado sobre algumas queixas quanto à demora do SIC na investigação de casos ligados a determinadas organizações políticas e representantes da sociedade civil considerou que cada processo é um processo e “cada caso é um caso”.

“O SIC não demora na sua ação, tão logo a notícia do crime chegue aos nossos piquetes cabe ao SIC espoletar todos os procedimentos legais para abertura do processo-crime e criar condições para a descoberta do crime, apelando a que estas ocorrências sejam de imediato comunicadas as autoridades”, salientou.

O secretário-geral do Sindicato dos Jornalistas Angolanos (SJA) considerou esta semana que os profissionais da comunicação social estão a ser "atacados", anunciando uma marcha de repúdio para o dia 17 deste mês, ao anunciar um segundo assalto à sede da organização, em que foi furtado o computador principal.

Teixeira Cândido contou que dois outros jornalistas de um órgão de comunicação social angolano e outro estrangeiro foram igualmente assaltados este ano, tendo sido furtados os computadores eu se encontravam nas suas casas.

Teixeira Cândido considerou que a atividade sindical "não está fácil", relatando os casos de outros sindicalistas, nomeadamente dos sindicatos dos médicos e do tribunal supremo, que sofreram represálias, situações que representam "o condicionalismo que o sindicalismo está a atravessar".

No mês passado, a União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), maior partido da oposição angolana, denunciou atos de agressão contra Ludmila Pinto, mulher do ativista e jornalista angolano Cláudio Emanuel Pinto, da Rádio Despertar, ligada à UNITA.

Ludmila Pinto terá sido vítima de perseguição e três agressões físicas, nomeadamente ataques, por indivíduos não identificados, com objetos cortantes, a última das quais ocorrida na "em plena luz do dia, na via pública, no espaço de dois meses", segundo a UNITA.

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