Notícia foi avançada por um comentador político e académico angolano
O comentador político e académico angolano Jonuel Gonçalves considerou hoje à agência Lusa que a tentativa de José Eduardo dos Santos alterar a data limite de saída da direção do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) "falhou".
O MPLA aprovou hoje a realização de um congresso extraordinário na primeira quinzena de setembro deste ano e a candidatura de João Lourenço ao cargo de presidente do partido, ocupado desde 1979 por José Eduardo dos Santos.
O Presidente da República, João Lourenço, orientou hoje a ministra do Ensino Superior, Ciência, Tecnologia e Inovação para criar as condições para realização de eleições em todas as universidades públicas e suas unidades orgânicas, a partir do ano lectivo 2019.
A questão da transição pacífica na liderança do MPLA, partido que governa o país, foi esta quinta-feira, em Luanda, abordada entre responsáveis religiosos e o presidente desta formação política, José Eduardo dos Santos.
O investigador da Universidade de Genebra, Jon Schubert, disse hoje, em Paris, que o Presidente angolano, João Lourenço, está a ganhar popularidade e influência graças a uma "política de símbolos".
Fonte que participou da recente reunião do Comité Central do MPLA, no final da qual José Eduardo dos Santos atirou a toalha ao tapete, disse ao Correio Angolense não corresponder à verdade que José Maria Ferraz dos Santos, governador do Kwanza Norte, tivesse integrado a “tropa de choque” que exigiu a imediata saída do (ainda líder) do leme da organização.
O chefe da diplomacia portuguesa disse hoje que a exoneração do embaixador angolano em Lisboa é um "processo normal" e anunciou que o Governo português já deu o 'agrément' ao sucessor de José Marcos Barrica.