João Lourenço vai ascender no sábado a presidente do MPLA, partido no poder em Angola desde 1975, acabando com praticamente um ano de "bicefalia" na liderança do país, reforçando a margem para aprofundar reformas económicas e políticas.
O legado do ex-Presidente angolano e ainda líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, fica na história como o do homem que venceu a guerra civil em Angola, mas também que deixou o país mergulhado grave crise económica.
A UNITA, maior partido da oposição em Angola, considera que o líder do MPLA, José Eduardo dos Santos, sai “enfraquecido”, forçado por um conjunto de circunstâncias políticas, sociais e económicas que o colocam no “outro lado da História”.
Se há pouco mais de um ano houve dúvidas sobre se José Eduardo dos Santos abandonaria a Presidência de Angola, hoje em dia, já poucos as têm quanto ao fim de uma longa carreira política do homem que, aos 76 anos, deixa sábado a liderança do MPLA.
O vice-presidente da CASA-CE, segunda força política da oposição angolana, reconhece o contributo de José Eduardo dos Santos para a paz em Angola, mas, pesados os feitos, a balança pende para o que "fez de ruim".
Os problemas que o país vive devem-se à actual crise económica e financeira, e não à má governação dos dirigentes do MPLA, conforme a UNITA tem vindo a dizer, esclareceu o governador do Cuando Cubango, Pedro Mutindi.
O Movimento Nacional Espontâneo (MNE) homenageou nesta terça-feira, em Luanda, o seu patrono, José Eduardo dos Santos, em vésperas da realização do VI congresso extraordinário do partido que lidera (MPLA) e que vai eleger João Lourenço como líder da formação política.