As ações do governo de Angola de combate à corrupção são transformadoras, mas vistas pela população de Angola como um acerto de contas dentro do partido há quatro décadas no poder.
O investigador angolano Francisco Maiato Gonçalves acredita que a legislação que regulamenta a caça "ainda é colonial" e "já não se adequa aos tempos atuais", sendo necessária uma revisão para evitar a extinção de espécies.
De acordo com a lei angolana, um retorno de capitais voluntário por parte de Isabel dos Santos poderá servir como circunstância atenuante num eventual julgamento. Quem o explica é Hélder Pitta Gróz, procurador-geral da República de Angola, que em entrevista à RTP contou ainda o que foi discutido durante o seu encontro com a homóloga portuguesa na quinta-feira.
O procurador-geral da República (PGR) de Angola admitiu esta sexta-feira que a justiça angolana não teria podido investigar a empresária Isabel dos Santos durante a liderança do seu pai, o ex-Presidente José Eduardo dos Santos, por pressão do poder político.
Em entrevista à Lusa, Hélder Pitta Grós comentou o processo de corrupção que envolve Manuel Vicente e que foi enviado pela justiça portuguesa para Luanda, ao abrigo do acordo de cooperação judiciária entre os dois países.
O Parlamento angolano aprovou, na generalidade, a proposta de Lei da Expropriação por Utilidade Pública, que substitui o diploma colonial de 1968 e atribui o direito de declarar utilidade pública ao Presidente da República e ao governador provincial.
O antigo embaixador de Angola junto das Nações Unidas, em Genebra, Adriano Parreira, é autor das primeiras denúncias contra as mais altas figuras do Estado angolano. Adriano Parreira defende, por exemplo, que Manuel Vicente deve ser chamado pela Procuradoria Geral de Angola, e critica a atuação da Procuradoria Geral da República de Portugal.