Processos de impugnação nos tribunais angolanos contra a eleição de Manuel da Silva "Manico" para liderar Comissão Nacional Eleitoral (CNE) continuam sem decisão. Analista diz que há "interesses políticos" pelo meio.
O MPLA aproveitou hoje a declaração política feita no Parlamento para aconselhar o seu maior rival eleitoral, a UNITA, a ter "muita calma" se quiser, um dia, chegar ao poder em Angola, admitindo o deputado e general Manuel da Cruz Neto que "quem nunca governou tem a legitimidade de sonhar".
"Há provas num vídeo que um dirigente local do MPLA incitou os seus apoiantes a matarem militantes da UNITA no passado sábado no Samba Pombo em confrontos entre militantes dos dois partidos e em que várias pessoas ficaram feridas", disse o advogado Joaquim António Ernesto.
O Tribunal Constitucional (TC) pediu à UNITA actas das conferências municipais e provinciais e o regulamento eleitoral para efeitos do processo de anotação do seu XIII congresso, realizado em Dezembro passado.
O político angolano Abel Chivukuvuku criticou hoje o atraso do Tribunal Constitucional na anotação dos congressos dos partidos políticos por criar “incertezas” numa altura em que se preparam já as eleições gerais previstas para agosto.
O ex-primeiro-ministro angolano Marcolino Moco lamentou hoje a “exclusão” de pessoas que querem fazer política em Angola e criticou o que considerou serem “comportamentos inaceitáveis”, a propósito dos confrontos recentes entre militantes do MPLA (no poder) e UNITA (oposição).
O empresário Francisco Viana, um dos mentores do congresso “Pensar Angola”, denunciou hoje intimidações sobre a organização e lamentou o boicote da comunicação social pública angolana à cobertura da iniciativa, admitindo formalizar queixa junto do regulador.