O período eleitoral em Angola decorre num clima de "intolerância política", lamentaram os participantes partidários no debate sobre "eleições transparentes com tolerância", este sábado (23.07), em Luanda.
O Líder do MPLA, João Lourenço, lançou hoje a campanha eleitoral, em Luanda, com várias promessas de melhorias para o país, com destaque para a capital angolana no setor dos transportes e saúde.
O candidato do MPLA às eleições gerais de 24 de agosto apelou hoje os angolanos a votarem no partido para vencer o ato eleitoral, “a melhor forma de honrar a memória do presidente José Eduardo dos Santos”.
A UNITA apresentou hoje o seu manifesto eleitoral em Benguela, com o líder do maior partido da oposição angolana a apelar ao voto na alternância, prometendo “um governo de competentes, e não de partidários, para servir Angola”.
O presidente da UNITA, Adalberto Costa Júnior, afirmou, na segunda-feira, 8 de Maio, que a partidarização das instituições mata muita gente e a falta de confiança nos hospitais do país mata muitos dirigentes, sobretudo da oposição, que não aceitam ser tratados nestas unidades de saúde por desconfiança.
O analista político e jornalista angolano, Ilídio Manuel, diz que, quem ouviu o pronunciamento do deputado à Assembleia Nacional pelo MPLA, Américo Cunonoca, num misto de alarmismo e intimidação, pode ter ficado com a sensação de que o clima de uma pré-guerra está instalado.
Tchizé dos Santos, uma das filhas de José Eduardo dos Santos, avançou que vai pedir para que sejam feitos testes de ADN aos filhos do ex-Presidente de Angola e irá e submeter-se também às análises.