A Plataforma 27 de Maio defende que o presidente angolano, João Lourenço, na qualidade de mais alto representante da nação e do partido do poder, MPLA, deve pedir desculpas públicas às vítimas da tentativa de golpe de Estado conhecida como “27 de Maio de 1977”.
O Governo angolano considerou a aprovação, pelo FMI, da quarta revisão do Programa de Financiamento Ampliado (EFF) como uma demonstração da confiança da comunidade financeira internacional no programa de reformas que o executivo tem estado a desenvolver.
“As pessoas identificavam José Eduardo como a causa dos seus males, estavam fartas dele”, lembra Luaty Beirão. Zédu podia ter um “bom ar, tranquilo, com aquela carinha de santo em fotografias de há 20 anos espalhada pelo país”, realça Luaty, mas “não conseguia criar empatia com o povo”.
A UNITA, maior partido da oposição angolana, quer criar “uma ampla frente” para derrotar o partido do poder, MPLA, nas eleições gerais de 2022 e designou 2021 como “ano de mobilização dos patriotas para a alternância do poder”.
Líder da Unita não tem dúvidas de que, ao contrário de que o Governo quer fazer crer, os últimos três anos foram de incentivo à corrupção. Lembra que o Executivo tem optado pela contratação simplificada, beneficiando empresas próximas do MPLA.
Os partidos políticos da oposição mantêm a intenção de formar uma coligação para conseguirem vencerem as eleições gerais de 2022, mas admitem que o grande problema reside na Comissão Nacional Eleitoral (CNE), que não é independente e onde são manobrados os resultados.
O antigo Presidente do país está desde dezembro no Dubai a acompanhar o luto de Isabel dos Santos. O seu regresso e uma reunião com João Lourenço serão peças decisivas para o destino dos processos em que os seus filhos são arguidos.