Porta-voz da instituição diz que contagem dos votos nos círculos eleitorais não está fechada e admite alterações nos resultados eleitorais
Quatro comissários nacionais da Comissão Nacional Eleitoral (CNE) de Angola queixaram-se este sábado de “aproveitamento político” da ata com os resultados provisórios da votação e restrições no centro de apuramento, admitindo não assinar a ata final.
O Movimento Cívico Mudei, de Angola, apelou este sábado à libertação de seis ativistas detidos nos passados dias 25 e 26 em circunstâncias que classifica como “manifestamente ilegais” e que “estão a ser vítimas de abusos por parte de forças policiais”.
O Presidente moçambicano deu hoje os parabéns a João Lourenço e ao seu partido, Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA) pela vitória nas eleições gerais de quarta-feira, num momento em que a oposição contesta os resultados.
Cresceu num meio de corruptos de arrogantes, com pessoas iguais e piores do que ele que sempre se julgam superiores aos outros. E assim lhe faltou a alguém a quem seguir seus bons exemplos ao contrário de qualquer dirigente da UNITA do tempo de Jonas Savimbi e dos que passaram pela Jamba.
O deputado da oposição na Assembleia Nacional, Sampaio Mucanda, afirmou, na noite desta sexta-feira, 26 de agosto que, em pelo menos três Municípios da província do Namibe, a CNE multiplicou as mesas das assembleias de voto a mando do MPLA para atribuir vitória ao referido partido.
O ministro do Interior de Angola, Eugénio Laborinho, apelou hoje à “calma e serenidade” no período pós-eleitoral, afirmando que as autoridades estão prontas para responder a possíveis alterações da ordem pública.
O ex-primeiro-ministro português e ex-presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, recusou o convite do Presidente de Angola, João Loureiro, para acompanhar como observador as eleições presidenciais que se realizaram na quarta-feira, apurou o Nascer do SOL.
O escritor angolano José Eduardo Agualusa disse que a UNITA tem o direito e o dever de querer ver corrigidos quaisquer erros que tenham acontecido durante as eleições em Angola. Considera também que é do interesse do Presidente João Lourenço que se apure os resultados.
A socialista Ana Gomes criticou hoje a postura dos observadores portugueses convidados pelo governo angolano, dizendo que as declarações de Carlos César e de José Luís Arnaut de que o processo eleitoral foi transparente (Paulo Portas não fez declarações públicas ainda) “não tem a mínima credibilidade”.