A posição foi tornada pública através de um comunicado divulgado após um encontro entre associações de ex-militares do ELNA e a coordenação da Comissão Nacional Preparatória do VI Congresso Ordinário da FNLA.
No documento, os antigos combatentes apelam ao Comité Central da FNLA para avançar com a recolha de assinaturas, com vista ao desencadeamento de um processo de destituição do actual líder partidário. A iniciativa surge num momento de crescente tensão interna no seio da formação política, marcada por divergências em torno da condução do partido e da preparação do próximo congresso.
Segundo o comunicado, o encontro teve como principal objectivo esclarecer os contornos da criação, organização e funcionamento da Comissão Nacional Preparatória do VI Congresso Ordinário, numa tentativa de dissipar aquilo que os participantes designaram por “nuvens cinzentas” que pairam sobre as recentes ocorrências no Comité Central da FNLA.
Os antigos combatentes defendem que o processo de preparação do congresso deve decorrer em estrita observância dos estatutos do partido e da legislação em vigor. Nesse sentido, exortaram a Comissão Preparatória a prosseguir com os trabalhos de renovação de mandatos no quadro dos processos orgânicos internos, de forma a assegurar a realização de um congresso “abrangente e democrático”.
O comunicado sublinha ainda a preocupação dos associados com o futuro da FNLA e com o cumprimento das normas estatutárias por parte da actual liderança. “Todos os associados decidiram apresentar uma declaração que exija dos antigos combatentes o cumprimento das normas estatutárias por parte do presidente da FNLA, desencorajando a inviabilização do partido”, refere o documento.
A contestação dos antigos combatentes do ELNA representa mais um episódio das tensões internas que têm marcado a vida política da FNLA nos últimos anos, numa altura em que o partido procura reorganizar-se e reforçar a sua presença no panorama político angolano.

