Falando à imprensa no final de uma audiência com o presidente da Assembleia Nacional, Adão de Almeida, o responsável alertou para o surgimento de novas denominações religiosas resultantes de cisões internas, muitas das quais, segundo afirmou, desenvolvem práticas que atentam contra os direitos humanos.
“Hoje, por causa dos conflitos que as igrejas vão tendo, vemos muitas divisões que dão origem a novas igrejas, algumas com práticas nocivas”, referiu, sublinhando que estas situações têm contribuído para fenómenos como acusações de feitiçaria contra crianças e a desestruturação de famílias.
Durante o encontro, foi igualmente analisado o modelo de sociedade que se pretende para Angola, tendo o líder religioso defendido uma reflexão em torno do princípio constitucional que define o país como laico. Neste sentido, sugeriu a introdução da ideia de uma “matriz cristã”, atendendo ao papel histórico da igreja na sociedade angolana.
O responsável apelou também aos deputados a manterem um debate político baseado na ética, tolerância e respeito, colocando os interesses nacionais acima das diferenças partidárias.

