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Terça, 14 Dezembro 2021 20:29

Senado dos EUA bloqueia a nomeação do novo embaixador para Angola

A nomeação de novo embaixador americanos para Angola encontra-se bloqueada no Senado dos Estados Unidos, devido a uma luta partidária que paralizou as nomeações de diplomatas americanos para diversos países do mundo.

Ao abrigo das leis americanas as nomeações de embaixadores pelo Presidente têm que ser confirmadas pelo Senado onde um único senador pode bloqueá-las.

O Senador Republicano Ted Cruz está a impedir que dezenas de embaixadores escolhidos pelo Presidente Joe Biden, para postos considerados não controversos, sejam confirmados nas suas posições devido a uma disputa com o Presidente sobre o gaseoduto Nord Stream 2, que vai fornecer gás da Rússia à Alemanha.

Cruz, com apoio de outros Republicanos, diz que o governo americano tem que tomar medidas como previsto por lei contra as companhias envolvidas nesse projecto oposto pelos Estados Unidos.

Até agora apenas noves embaixadores nomeados por Biden foram confirmados pelo Senado nomeadamente os representantes americanos para a Turquia, México, Canadá, Nova Zelândia, Austria, Singapura, Kosovo, Israel e Nações Unidas.

Falando na Indonésia, onde se encontra em visita oficial, o Secretário de Estado norte-americano Antony Blinken advertiu que a continuação da oposição Republicana à nomeação de embaixadores no Senado corre o risco de minar a política externa americana.

"Para bem da nossa segurança nacional, o Senado tem de agir", disse Blinken que acrescentou que apenas 16% dos embaixadores da actual administração americana foram confirmados, quando entre 70% a 90% dos enviados tinham sido confirmados na mesma altura nas três administrações americanas anteriores.

Em 24 de de Junho, Biden nomeou oficialmente Tulinabo Mushingi para embaixador dos Estados Unidos em Angola para substituir Nina Fite. A sua nomeação tinha sido anunciada em Abril.

Mushingi, de 63 anos de idade nasceu no então Congo Democrático quando este país estava ainda sob dominação colonial da Bélgica, e estudou no Instituto Superior Pedagógico em Bukavu, onde obteve uma licenciatura e um mestrado.

Mais tarde, depois de emigrar para os Estados Unidos, obteve um outro mestrado pela Universidade de Howard e um doutoramento em Linguísticas pela Universidade de Georgetown em 1989.

A sua dissertação foi no uso do Swahili como meio de educação.

Mushingi juntou-se ao Departamento de Estado em 1993 e trabalhou na embaixada americana em Moçambique entre 1994 e 1996.

Teve também postos diplomáticos na Tanzânia, Marrocos e Malásia.

Tulinabo Salama Mushingi foi o primeiro cidadão americano nascido em África a ser embaixador num país do continente e, numa entrevista em 2013, afirmou que “teria sido um privilégio representar os Estados Unidos da América em qualquer país do mundo, mas ir para África como o primeiro africano naturalizado americano é mais especial para mim....(porque) posso demonstrar que na verdade quando se abrem oportunidades para o povo nesses países africanos pode haver esperança”.

Mushingi, que fala português, vai substituir Nina Maria Fite, que ocupava o cargo em Luanda desde Novembro de 2017 que ja retorno para Estados Unidos da América.

Não se sabe quando é que as suas nomeações serão confirmadas. C/VOA

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