Por toda a capital angolana, Luanda, cartazes estrategicamente posicionados anunciam um país que é alegremente conduzido ao progresso pelo Governo. «Construindo uma Angola próspera e solidária» é o presunçoso lema dos anúncios que celebram os feitos do Governo em todas as áreas da vida. Um dos cartazes festeja “mais energia eléctrica, mais desenvolvimento”, com uma foto da barragem do Gove, no Huambo, pese embora as recorrentes falhas de energia.
O presidente da farmacêutica NBC Medical, Nuno Belmar da Costa, dona da angolana Farmalog, afirmou hoje, em entrevista à Lusa, que os medicamentos em Angola começam a escassear porque as empresas não conseguem fazer os pagamentos aos fornecedores internacionais.
Rafael Marques, jornalista e ativista angolano, disse à Lusa que Angola está a dirigir-se para o "desastre político e social" e acusa o chefe de Estado, José Eduardo dos Santos de não ter diversificado a economia, cada vez mais dependente do petróleo.
A posição foi transmitida em Luanda pelo ministro da Construção, Waldemar Pires Alexandre, num encontro com empreiteiros nacionais e estrangeiros. Segundo o ministro, o Governo definiu como prioritários para o ano em curso projetos financiados por iniciativas privadas.
As autoridades angolanas recusaram a entrada no país a dois portugueses na posse de vistos alegadamente falsos na última semana.
Fernando Ulrich afirmou quinta-feira que o impacto da queda dos preços do petróleo em Angola não irá afetar os acionistas angolanos do BPI e, nomeadamente, a empresária Isabel dos Santos.
O presidente da Associação Industrial de Angola (AIA), José Severino, defendeu hoje uma desvalorização de oito por cento na moeda nacional, para travar a crescente procura de dólares no mercado, cuja cotação disparou devido à crise no petróleo.
Construtoras em Angola começam a ressentir-se da austeridade. O primeiro sinal veio da brasileira Odebrecht, uma das principais beneficiárias das grandes obras públicas no país.
O Governo angolano pretende emitir títulos de dívida soberana no valor de 1,3 bilhões de euros, para diversificar as fontes de financiamento do orçamento de 2015, segundo despacho presidencial a que a Lusa teve acesso.