Claro que eu como muitos de vocês também me rebolei no chão de satisfação e houve até mesmo momentos em que quase voava quando recebi em primeira mão se calhar pela fonte mais segura que existe no país de que a UNITA tinha varrido o MPLA em Luanda geralmente seu bastião.
Por Fernando Vumby
O presidente da UNITA, Isaías Samakuva, anunciou hoje, em Luanda, que o partido vai assumir os 51 assentos parlamentares alcançados nas eleições gerais de 23 de Agosto, decisão explicada pela necessidade de prosseguir a luta em nome da melhoria das condições de vida dos angolanos.
UNITA discorda do parecer do Tribunal Constitucional sobre o seu pedido de impugnação do apuramento das eleições. E o maior partido da oposição não descarta a possibilidade de recorrer às instâncias internacionais.
Isabel dos Santos, a filha mais velha de José Eduardo dos Santos, tinha apenas seis anos quando o pai ascendeu à Presidência da República de Angola. Trinta e oito anos depois, a empresária recorda o "grande sacrifício" que o Chefe de Estado cessante fez pelo país, enquanto o marido, Sindika Dokolo, descreve o sogro como "uma grande fonte de admiração".
O Presidente eleito angolano, João Lourenço, levou hoje ao conhecimento do Bureau Político do MPLA a proposta de composição do novo Governo, que deverá representar uma redução face aos atuais mais de 30 ministérios.
O processo eleitoral concluído na quarta-feira, 13, com o deferimento de todos os pedidos de impugnação dos resultados definitivos pelos partidos da oposição por parte do Tribunal Constitucional (TC) de Angola continua a provocar polémica.
A Procuradoria Geral da República (PGR) está desde ontem notificada pelo Tribunal Constitucional para acusar os partidos UNITA e PRS pelo crime de falsificação de documentos em função das certidões mandadas extrair do recurso em sede de contencioso eleitoral interposto em separado pelos respectivos partidos.
Juristas acreditam que oposição não foi desorganizada nas eleições, mas acham que poderia ter sido mais rigorosa. Criticam o contexto legal do país e defendem revisão da lei eleitoral e criação de um tribunal eleitoral.
O presidente da CASA-CE Abel Chivukuvuku disse não reconhecer os resultados eleitorais, mas não revelou se vai assistir à posse de João Lourenço. Ao dirigir-se aos militantes após a reunião do Conselho Presidencial da Coligação realizada nesta quinta-feira, 14, Chivukuvuku não se referiu se a CASA-CE vai assumir os 16 cargos no Parlamento, mas a VOA sabe de fonte segura que eles serão preenchidos.
Uma mentira. A política que tem sido feita em Angola nos últimos 15 anos tem sido uma monumental mentira: M-E-N-T-I-R-A. E tal realidade perversa não tem sido apenas da responsabilidade do MPLA. Os partidos políticos na “oposição” têm sido os cúmplices materiais e formais da ditadura instalada em Angola há lancinantes 42 anos. Basicamente, desde, 2002, de cinco em cinco anos, o partido-estado MPLA e os seus cúmplices UNITA, PRS, FNLA e, a partir de 2012, CASA-CE, têm usado e enganado o Povo em nome do qual cada um dos mesmos alega falar e agir.
Por Nuno Álvaro Dala