As mais recentes conclusões da Transparência Internacional sobre a percepção melhorada da corrupção em Angola levantam sensações e leituras antagónicas. Mais do que isso, enfatizam o desleixo e a leviandade com que, muitas vezes, somos observados a partir de fora.
Por isso, é aqui onde os partidos da oposição política devem jogar se calhar o seu papel mais importante neste processo eleitoral que para o MPLA vai ser de vida ou morte. Pois eles sabem que sem fraude eleitoral eles nem como oposição se calhar vão servir, dado os tantos crimes cometidos em quase meio século de gestão criminosa do país.
Dirigentes do MPLA, a vários níveis, têm como antecipadamente ganhas as próximas eleições gerais. Para muitos deles, a realização de eleições é uma formalidade que poderia ser dispensada, uma vez que ela não terá outra serventia que não a de homologar a vitória do seu partido.
Um grande País é avaliado não somente pela sua potência econômica ou potência militar, desenvolvimento social, humano ou tecnológico, grandeza cultural ou boa administração interna do Estado, mas também é avaliado pela sua influência e grandeza político-diplomática na cooperação com outros Países ou organizações internacionais, incluindo cooperação com grandes corporações econômico-financeiras e comerciais, e cooperação à interesse recíproco com as multinacionais.
O Executivo e o MPLA pretendiam ver rapidamente detidos e ou capturados, julgados e condenados a pesadas penas os autores de actos de violência que perturbaram Luanda no pretérito dia 10.