O ministro de interior de Moçambique, Pascoal Ronda, classificou hoje como “grave” a situação das manifestações e paralisações convocadas pelo candidato presidencial Venâncio Mondlane, dizendo que visam a “remoção dos órgãos democraticamente estabelecidos” através da instrumentalização dos jovens.
O ativista Mbanza Hanza acusou hoje o Governo angolano de ser “cúmplice” da Frelimo e da "fraude" eleitoral em Moçambique e garantiu contínuo apoio e solidariedade às manifestações nacionais naquele país até à “reposição” da verdade eleitoral.
Analistas políticos angolanos exortaram hoje as elites políticas do país a refletirem sobre os “preocupantes” protestos pós-eleitorais em Moçambique, defendendo diálogo, acordos intrapartidários e uma comissão eleitoral paritária para acautelar desconfianças e tensões.
A Organização Não-Governamental (ONG) moçambicana Plataforma Eleitoral Decide denunciou hoje que pelo menos seis pessoas morreram esta manhã na província de Nampula, norte, e outras nove ficaram detidas em Manica, centro, em confrontos entre manifestantes e polícia.
A polícia moçambicana disse hoje que é preciso um "basta" às manifestações e paralisações, após o candidato presidencial Venâncio Mondlane apelar a novos protestos esta semana, referindo que são "terrorismo urbano" com intenção de "alterar a ordem constitucional".