Quinta, 23 de Março de 2023
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Quinta, 12 Janeiro 2023 21:38

Brasil: Polícia encontra na casa de ex-ministro da Justiça minuta para tentar mudar resultado eleitoral

A Polícia Federal encontrou uma minuta de um decreto na casa do ex-ministro da Justiça de Bolsonaro que pretendia instaurar o estado de defesa no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e assim mudar o resultado da eleição.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o decreto foi encontrado durante as operações de busca e apreensão realizadas na terça-feira na casa, na sequência do pedido de detenção por parte do Supremo Tribunal Federal (STF) do antigo secretário de segurança Anderson Torres, que era ministro da justiça de Bolsonaro.

“O Presidente da República pode, ouvidos o Conselho da República e o Conselho de Defesa Nacional, decretar estado de defesa para preservar ou prontamente restabelecer, em locais restritos e determinados, a ordem pública ou a paz social ameaçadas por grave e iminente instabilidade institucional ou atingidas por calamidades de grandes proporções na natureza”, lê-se ma constituição brasileira sobre o estado de defesa.

Anderson Torres, que se encontra nos Estados Unidos, anunciou que vai regressar ao Brasil para se apresentar à justiça.

O ex-ministro, segundo a imprensa local, deverá regressar a Brasília na sexta-feira.

Anderson Torres tinha sido exonerado, no domingo, pelo governador do Distrito Federal, que horas depois também seria suspenso do cargo por 90 dias numa decisão tomada pelo mesmo juiz.

O ataque aos três ramos da democracia brasileira durou quatro horas e resultou na prisão de quase 1.800 pessoas, embora quase um terço delas tenha sido libertada por "razões humanitárias".

As investigações estão agora a concentrar-se na identificação dos financiadores da tentativa de golpe, incluindo comerciantes, empresários agrícolas e vendedores de armas das regiões sul, sudeste e centro-oeste do Brasil, de acordo com o ministro da Justiça, Flávio Dino.

O Ministério Público pediu também ao Supremo Tribunal que investigue três deputados pró-Bolsonaro por "incitar" à violência de 08 de janeiro em Brasília.

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