Terça, 30 de Junho de 2026
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O Estado angolano já utilizou as receitas adicionais geradas pela valorização do preço do petróleo nos mercados internacionais para financiar parte da execução do Orçamento Geral do Estado (OGE), reduzindo assim a necessidade de recorrer ao endividamento.

Analistas do Banco Millennium Atlântico destacaram o aumento da oferta de divisas no mercado angolano, de mais de 23% até maio face ao período homólogo, contribuindo para estabilizar o mercado cambial.

A cotação do barril de petróleo Brent para entrega em agosto terminou hoje a sessão no mercado de futuros de Londres em baixa de 4,33%, para 73,74 dólares.

O ex-ministro da Economia português António Costa Silva defendeu hoje que Angola tem de pensar no pós-petróleo e apostar na eletricidade como nova fonte de divisas, alertando para a retração de 8% da produção petrolífera em 2025.

Os bancos comerciais registaram em Abril o mês com maior disponibilidade de divisas dos últimos dois anos, impulsionados sobretudo pelo aumento das vendas de moeda estrangeira por parte do Tesouro Nacional e do Banco Nacional de Angola (BNA). A evolução surge num contexto de recuperação dos preços internacionais do petróleo, principal fonte de receitas externas do País.

O Ministério das Finanças vai avançar com a contratação de serviços de consultoria e assistência financeira especializada para apoiar a Unidade de Gestão da Dívida Pública, numa medida que visa reforçar a capacidade técnica do Estado na administração das suas obrigações financeiras.

A integração do kwanza como moeda de liquidação no Sistema de Pagamentos em Tempo Real da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC-RTGS) está prevista para o segundo semestre de 2026. O anúncio foi feito pelo governador do Banco Nacional de Angola (BNA) durante conferência organizada pela revista Economia e Mercado, em parceria com a PwC, dedicada ao futuro da banca em Angola.

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