A operadora de telecomunicações UNITEL iniciou o processo de restabelecimento dos serviços de telefonia e dados móveis, após mais de 24 horas de paralisação quase total provocada por um ataque cibernético registado na madrugada de terça-feira.
A Africell, operadora de telecomunicações que atua em Angola, anunciou hoje estar a reforçar a infraestrutura “numa altura de pressão sem precedentes sobre a rede” e do aumento da procura pelos seus serviços.
O ataque cibernético que paralisou durante várias horas a rede da Unitel não foi apenas um incidente tecnológico. Foi um sério aviso sobre a vulnerabilidade estrutural da economia angolana e uma demonstração de que a transformação digital do país continua assente em bases frágeis.
O economista Carlos Rosado de Carvalho afirmou hoje que o ataque cibernético que atingiu a Unitel vai desvalorizar a operadora e acabará por se refletir nas suas contas, defendendo que devia ter sido suspensa a entrada em bolsa.
O Governo angolano apreciou hoje o decreto presidencial que aprova o estatuto orgânico da Autoridade Nacional de Inspeção e Segurança Alimentar (ANIESA), que atribui competência exclusiva para inspeções económicas, e um diploma que extingue o Instituto do Consumidor.
Angola vai avançar com as operações de transplante renal, tecidos e medula, estando apenas autorizados a fazer os hospitais públicos, avançou hoje a ministra a Saúde angolana.
O presidente do IGAPE garantiu hoje aos cerca de 11 mil novos acionistas da Unitel que os titulos que adquiriram não serão revertidos, apesar de continuarem pendentes em tribunal ações judiciais de contestação à nacionalização da operadora.
As ações da Unitel estrearam-se hoje a valer 50 mil kwanzas (56 dólares) na bolsa angolana, uma valorização de 24,88% face ao preço inicial, apesar de a operadora continuar sem rede devido a um ataque informático.
Luanda — A Unitel prevê iniciar ainda hoje a reposição parcial dos seus serviços, mais de 24 horas após o ataque cibernético que comprometeu a infraestrutura tecnológica da maior operadora de telecomunicações de Angola e deixou milhões de clientes sem acesso às comunicações.
Há quem sustente que as eleições internas do MPLA dizem respeito exclusivamente aos seus militantes. À primeira vista, esse argumento parece fazer sentido: cada partido político deve ser livre de escolher os seus dirigentes sem interferências externas. Contudo, em Angola, essa leitura ignora uma realidade incontornável.