Nas prateleiras das grandes superfícies de Luanda apenas as primeiras filas estão preenchidas e falta de tudo um pouco, por entre os desabafos de clientes que se queixam que todas as semanas os preços sobem.
O governador do Banco Nacional de Angola (BNA) afirma que “antecipações erradas” da crise do petróleo por agentes económicos estão na origem das dificuldades no acesso a divisas, porque as vendas mensais fixam-se nos USD 1.500 milhões.
O Estado angolano vai comprar a uma empresa chinesa energia da barragem de Lomaum, em Benguela, reinaugurada há quatro dias.
O `stock` da dívida pública angolana deverá atingir este ano quase 50% do Produto Interno Bruto (PIB), perante o alerta dos economistas para a "deterioração" da sustentabilidade, nomeadamente as taxas de juro exigidas ao Estado angolano.
O gabinete de estudos económicos do banco BPI considera que Angola enfrenta um ambiente económico difícil este ano, podendo ser adicionalmente prejudicada pela implementação desordenada dos cortes na despesa e na aplicação das reformas estruturais.
O Governo angolano quer entregar a gestão da Angola Telecom e vai vender ativos no âmbito do processo de reestruturação daquela empresa pública de comunicações e multimédia, segundo decisão governamental à qual a Lusa teve acesso.
O petróleo deverá produzir este ano receitas na casa dos 11 mil milhões de dólares. Uma gota num setor que, há quatro anos, rendeu 40 mil milhões de dólares. Decorrentes deste, outros riscos espreitam a economia angolana.